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Família Osbourne quer “reviver” Ozzy com IA e internet entra em guerra no modo Black Mirror do heavy metal

A família de Ozzy Osbourne voltou ao centro de uma das discussões mais malucas — e futuristas — do mundo da música.

Jack Osbourne saiu publicamente em defesa do projeto que pretende criar uma versão digital do eterno vocalista do Black Sabbath usando inteligência artificial.

A proposta, revelada recentemente por Jack e Sharon Osbourne, envolve o uso da imagem, voz e presença digital de Ozzy em campanhas, experiências interativas e possíveis projetos comerciais através da tecnologia da Hyperreal.

IBAGEM JACK OZZY

Imagem: Reprodução

Traduzindo para o dialeto Rock Geek: estamos oficialmente entrando na era do “Ozzy.exe”.

Projeto gerou críticas pesadas nas redes sociais

O anúncio rapidamente dividiu fãs nas redes.

Enquanto alguns enxergaram a ideia como homenagem tecnológica ao legado do Madman, outros classificaram o projeto como “macabro” e acusaram a família de tentar lucrar com a imagem do cantor após sua morte.

A discussão ficou tão intensa que Jack resolveu responder diretamente às críticas durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube.

“Não vai ser algo ridículo”, diz Jack

Segundo Jack Osbourne, o projeto está sendo desenvolvido com tecnologia extremamente avançada e não terá aparência artificial genérica estilo filtro estranho de aplicativo.

“Tudo o que vamos fazer será de muito bom gosto. Não vai ser nada ridículo”, afirmou.

Ele ainda explicou que a proposta vai muito além de simplesmente colocar a imagem do pai em sistemas de IA comuns.

“Não é apenas conectar uma imagem do meu pai ao ChatGPT. Estamos trabalhando com tecnologia de ponta e a experiência será muito realista.”

Basicamente: a família quer criar algo mais próximo de uma presença digital interativa do que um simples avatar aleatório.

Jack afirma que Ozzy sabia da ideia antes de morrer

O ponto mais importante da defesa feita por Jack envolve justamente a participação do próprio Ozzy na conversa antes de sua morte.

Segundo ele, o cantor já conhecia o projeto e aprovava completamente a ideia.

“Na verdade, conversamos sobre isso antes dele falecer. Então sim, eu sei que ele gostaria disso.”

A iniciativa foi oficialmente apresentada como “O Legado Duradouro de um Ícone do Rock e Sua Família: Ozzy Osbourne e os Osbournes”.

Morte de Ozzy aumentou debate sobre IA e artistas falecidos

Ozzy Osbourne morreu em julho do ano passado, aos 76 anos, poucas semanas após seu show de despedida no evento Back To The Beginning, realizado em Birmingham, cidade natal do cantor.

Agora, a discussão reacende um debate que cresce cada vez mais dentro da indústria musical: até onde vai o limite ético do uso de inteligência artificial para preservar artistas mortos?

Nos últimos anos, hologramas, vozes recriadas digitalmente e avatares virtuais passaram a ocupar espaço cada vez maior na música.

E pelo visto, o heavy metal também entrou oficialmente nessa timeline cyberpunk.