Registro sensível celebra força e genialidade de um dos maiores letristas brasileiro
Dirigido por Nilo Romero, o aguardado documentário Cazuza: Boas Novas retrata os anos de 1987 até o início de 1989, momento em que o cantor lidava com o agravamento de sua saúde após receber o diagnóstico de AIDS.
Apesar da doença, Cazuza teve em seus últimos anos de vida, sua melhor fase criativa. Lançou três álbuns, conquistou diversos prêmios e realizou mais de 40 shows da turnê do disco O tempo não Para, fase em que estava muito debilitado.
O filme reúne depoimentos de amigos próximos como Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Roberto Frejat, Leo Jaime e sua mãe, Lucinha Araújo. Traz imagens inéditas e relatos de momentos marcantes neste período de sua vida e mostra como amigos e familiares lidaram com a doença, naquela época uma novidade no Brasil.
Sensível em sua abordagem, Cazuza: Boas Novas revela a urgência com que o músico viveu seus últimos anos, determinado a deixar um legado na música brasileira. A trilha sonora, composta por sucessos do próprio cantor e de artistas que fizeram parte de sua trajetória, reforça esse tributo, criando uma conexão afetiva entre sua arte e sua história.
Vale a lembrança de que o diretor Nilo Romero compôs ao lado de Cazuza, sucessos de sua carreira que são lembrados até hoje, como as canções “Solidão que Nada” e “Brasil”, que também tiveram a participação de George Israel em suas composições.
Cazuza: Boas Novas estreia nos cinemas em 17 de julho.
Frederico Caranguejo



