Quem vê Jonathan Davis fora do palco costuma enxergar um cara tranquilo, pai de família, ligado à arte e bem distante de confusões. Mas até o frontman do Korn tem limites — e Fred Durst conseguiu testar todos eles.
O vocalista do Limp Bizkit foi o pivô de um dos momentos mais irritantes da carreira de Davis, envolvendo um cover, fãs desinformados e muito sangue fervendo nos bastidores do nu-metal.

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“Essa música não é de vocês!”
Em entrevista, Jonathan Davis relembrou o episódio que quase terminou em soco. O problema começou quando o Limp Bizkit passou a tocar “Thieves”, clássico da banda Ministry, durante seus shows.
Até aí, tudo bem. O caos veio depois.
“Teve uma vez que o Limp Bizkit tocou Thieves. O que mais me deixou puto foi ver os fãs achando que a música era deles. Aquilo me deu vontade de socar todo mundo.”
A confusão cresceu a ponto de sobrar até para o próprio Fred Durst:
“Eu fiquei com vontade de socar o Fred Durst, porque eles tocavam a música e as crianças achavam que era do Limp Bizkit. Isso é muito desrespeitoso.”
Quando o fã confunde, o artista pira
Segundo Davis, o auge da irritação vinha após os shows, quando a confusão virava abordagem direta:
“Os moleques vinham e falavam: ‘Vocês vão tocar aquela do Limp Bizkit?’. Aquilo fazia meu sangue ferver.”
Para quem sempre teve forte ligação com o metal industrial e suas influências, ver um clássico sendo atribuído à banda errada era simplesmente intolerável.
Korn e Limp Bizkit: mais ligados do que parece
Apesar da treta, as histórias de Korn e Limp Bizkit estão entrelaçadas desde o começo. As duas bandas são pilares do nu-metal, e a ascensão de Fred Durst passou diretamente pelo universo do Korn.
Na época, Fred Durst era tatuador de Fieldy, baixista do Korn. Foi ele quem entregou uma demo do Limp Bizkit ao músico, que por sua vez mostrou o material ao produtor Ross Robinson, o lendário “padrinho do nu-metal”.
Robinson curtiu o som, abraçou a ideia e ajudou a lançar o Limp Bizkit para o mundo.
Treta, influência e legado
No fim das contas, a vontade de socar ficou só na imaginação. Mas o episódio virou mais uma história clássica do nu-metal, misturando ego, influência, fãs confusos e aquela rivalidade saudável — ou nem tanto — que ajudou a moldar uma das cenas mais explosivas do rock nos anos 90.
E fica a lição: antes de gritar o nome da banda, confira o autor da música. Jonathan Davis agradece.



