DESTAQUESNOTÍCIAS

Brian May puxa o freio: Queen descarta turnê nos EUA e guitarrista chama país de “lugar perigoso”

O Queen pode até ser mundial, mas nem todo território está no radar no momento. Brian May, guitarrista da banda, deixou claro que uma nova turnê pelos Estados Unidos está fora dos planos — e o motivo é direto, sem solo longo nem metáfora: segurança.

IBAGEM BRIAN MAY

Imagem: Reprodução

Em entrevista ao Daily Mail, o músico afirmou que o cenário atual do país pesa — e muito — na decisão:

“Os Estados Unidos são um lugar perigoso no momento, então isso precisa ser levado em consideração.”


Amor antigo, receio atual

A declaração chama atenção porque o Queen tem uma relação histórica com os EUA. Foi por lá que a banda cresceu, ganhou escala e virou gigante. Justamente por isso, a decisão dói.

“É muito triste, porque sinto que o Queen cresceu na América e nós a amamos. Mas não é mais como era. Todo mundo está pensando duas vezes antes de ir para lá agora.”

Tradução livre do recado: não é falta de vontade, é falta de confiança no cenário atual.


Quando política pesa mais que palco

Essa não é a primeira vez que Brian May deixa princípios acima de convites milionários. Recentemente, o guitarrista revelou que o Queen não deve participar do festival Glastonbury, no Reino Unido, por discordar da postura política dos organizadores.

“Não irei ao Glastonbury no próximo ano por causa da política das pessoas que organizam o festival. Eles apoiam a morte de texugos por esporte, e isso é algo que não posso aceitar. Tentamos salvar esses animais há anos, e eles continuam sendo mortos.”

Segundo May, essa posição já fez a banda perder oportunidades importantes — e ele deixa claro que prefere assim.


Las Vegas também entra na lista de cortes

Além dos EUA como um todo, Brian May também indicou que uma possível residência do Queen no The Sphere, em Las Vegas, deve ser descartada. Novamente, as posições políticas e o contexto atual pesam mais do que a grandiosidade do palco.


Rock com convicção

Para Brian May, não basta ligar amplificadores e lotar arenas. Segurança, coerência e valores pessoais seguem falando mais alto. E, enquanto isso, os fãs americanos ficam na saudade — esperando que o mundo mude o suficiente para o Queen voltar a considerar o palco.