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Zakk Wylde revela: clássico de Jimi Hendrix inspirou sua primeira composição com Ozzy Osbourne

Antes de virar sinônimo de riffs pesados e solos cheios de harmônicos, Zakk Wylde era só um garoto de Nova Jersey com talento explosivo e amor incondicional pela guitarra. O ponto de virada? A entrada na banda de Ozzy Osbourne, em 1987.

A estreia oficial dessa nova fase veio com o álbum No Rest for the Wicked, lançado em 1988. E logo na abertura estava “Miracle Man”, faixa que funcionou como cartão de visitas da parceria — pesada, direta e cheia de atitude.

IBAGEM ZAKK

Imagem: Reprodução


A faísca veio de Jimi Hendrix

Durante participação no podcast comandado por Chris Garza, Wylde soltou uma revelação que deixou o apresentador de queixo caído: a principal inspiração para criar “Miracle Man” foi “Foxy Lady”, clássico de Jimi Hendrix.

Ao demonstrar o riff na conversa, Zakk explicou que a música é resultado de referências absorvidas ao longo da vida.

“É isso que a gente diz para as crianças. Tudo o que você aprende vira ingrediente. Você pega o que já ouviu, se inspira, melhora em cima daquilo e transforma em algo seu.”

Ou seja: o rock é uma grande corrente elétrica passando de geração em geração.


De Hendrix ao Sabbath: as conexões do rock

Wylde ainda foi além. Ele tocou um trecho de “N.I.B.”, do álbum de estreia do Black Sabbath (1970), e mostrou a semelhança estrutural com “Sunshine of Your Love”, clássico do Cream lançado em 1967.

A reação no estúdio foi de surpresa. Mas, para quem vive e respira guitarra, essas conexões fazem parte do DNA do rock.


A parceria que redefiniu o som de Ozzy

A colaboração iniciada com “Miracle Man” ajudou a moldar o som de Ozzy no fim dos anos 80 e começo dos 90, marcando uma nova fase após a saída de Jake E. Lee.

Para Wylde, foi o início de uma trajetória que o transformaria em um dos guitarristas mais influentes do heavy metal moderno. Para Ozzy, foi a renovação sonora que manteve viva a chama do Príncipe das Trevas.

No fim das contas, a história prova uma coisa: no rock, nada surge do nada. Tudo ecoa de algum lugar — às vezes de um riff de Hendrix tocado décadas antes, ainda vibrando no volume máximo.