Violet Grohl resolveu diminuir o volume dos amplificadores e aumentar a dose de sentimento. A cantora e compositora apresentou uma nova interpretação de “High”, clássico do The Cure lançado originalmente em 1992.
A performance aconteceu durante a tradicional sessão “Like A Version”, da rádio australiana Triple J, e ganhou uma roupagem bem diferente da gravação original: violão, voz e praticamente nada além disso.
Acompanhada apenas pelo instrumento, Violet apostou em uma leitura mais acústica, crua e intimista da música, originalmente lançada em Wish, o nono álbum de estúdio do The Cure.
E nada de tentar fazer uma imitação de Robert Smith. Em vez disso, Violet manteve distância segura do vocal característico do líder do The Cure e colocou sua própria identidade na canção.

Imagem: YouTube
Por que “High”?
A escolha não aconteceu por acaso. Violet contou que “High” é uma de suas músicas favoritas do The Cure e admitiu que nem sabe explicar exatamente o motivo.
“Essa é uma das minhas músicas favoritas do The Cure, e eu realmente não sei exatamente por quê. É uma música que sempre adicionei a muitas playlists. Eu a ouço há tanto tempo, eu simplesmente adoro essa música.”
Para ela, a faixa resume muito bem uma determinada fase da banda.
“Acho que é um exemplo perfeito do som deles no início dos anos 90, e adoro a alegria infantil da letra. Acho que é uma canção de amor muito fofa, e adoro todas as imagens presentes na letra.”
Resumindo: entre guitarras melancólicas, letras cheias de imagens e aquela atmosfera que só o The Cure sabe criar, Violet encontrou justamente a música que queria levar para seu universo.
Violet Grohl descobriu o The Cure ainda adolescente
A relação da cantora com a banda começou cedo. Violet revelou durante o programa que tinha aproximadamente 12 ou 13 anos quando percebeu o tamanho da genialidade do grupo.
O ponto de partida foi justamente outro clássico: “Friday I’m In Love”.
“Ouvi ‘Friday I’m In Love’ e simplesmente… havia algo naquela música. Ela me cativou, e logo depois disso mergulhei de cabeça na discografia do The Cure.”
A partir daí, não teve volta.
“E desde então, sou uma grande fã do The Cure. Adoro Robert Smith.”
Convenhamos: começar a explorar o catálogo do The Cure aos 12 ou 13 anos e acabar escolhendo uma música da banda para cantar anos depois é um belo arco de personagem.
Violet também apresentou música do álbum de estreia
Além da releitura de “High”, Violet Grohl aproveitou a participação no Like A Version para apresentar “595”, música que estará em seu primeiro álbum de estúdio, Be Sweet To Me.
As duas apresentações mostram lados diferentes da cantora: de um lado, uma homenagem a uma das bandas que ajudaram a formar seu gosto musical; do outro, uma amostra de seu próprio trabalho.
Violet Grohl — “High”, do The Cure
Violet Grohl covers The Cure’s ‘High’ for Like A Version
Violet Grohl — “595”
Violet Grohl – ‘595’ (live for Like A Version)
De Dave Grohl ao The Cure: o sobrenome é famoso, mas a voz é dela
Filha de Dave Grohl, Violet naturalmente carrega um sobrenome gigantesco na história do rock. Mas, nessa apresentação, ela mostrou justamente que não precisa viver à sombra do pai.
Ao transformar “High” em uma interpretação acústica e pessoal, a cantora encontrou seu próprio caminho para homenagear uma banda que admira há anos.
E se depender dessa apresentação, o sobrenome Grohl continua fazendo barulho — só que agora com uma guitarra acústica, uma voz própria e uma boa dose de The Cure.



