O Turnstile, um dos nomes mais barulhentos do hardcore atual, virou assunto fora dos palcos — e não foi por causa de riffs. O ex-guitarrista Brady Ebert partiu para o ataque e acusou antigos colegas de postura política fake e até de desvio de cachê em um show beneficente.
A confusão começou depois que a banda publicou, na última terça-feira (27), um post criticando o ICE, agência de imigração dos Estados Unidos, após a morte de duas pessoas. A reação veio rápida: Brady usou as redes para soltar o verbo, em declaração repercutida pelo site FarOut.

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“Ativismo de palco e bolso cheio”, dispara Brady
Segundo o ex-integrante, a indignação social do grupo seria só pose para agradar o público:
“Risos, ninguém no Turnstile liga para ética ou causas sociais. Isso é performance para a própria audiência. No primeiro show gratuito da banda, toda a renda deveria ir para assistência médica de pessoas em situação de rua. Arrecadamos US$ 10 mil, mas vi Brendan Yates pegar US$ 4 mil e dizer que precisava ‘pagar a conta do merchandise’. Isso era mentira.”
A acusação caiu como um amplificador no chão: pesada, barulhenta e difícil de ignorar.
Saída turbulenta e briga na Justiça
Brady Ebert deixou o Turnstile em 2022, mas o clima já estava azedo antes disso. Um dia antes do anúncio oficial da saída, o baterista Daniel Fang chegou a pedir uma medida cautelar contra o guitarrista. O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça.
Em outro comentário, Brady relembrou o episódio e voltou a subir o tom:
“Eles apareceram no tribunal com dois advogados e eu fui sozinho. O juiz NEGOU a medida cautelar porque não existia base legal nenhuma. Estava tudo em mensagens de texto, que eles mesmos mostraram, e o juiz concordou comigo sem que eu precisasse testemunhar. Então, da próxima vez, antes de espalhar desinformação, fala isso na minha cara.”
Silêncio do Turnstile e clima de bastidores em chamas
Até o momento, o Turnstile não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. Enquanto isso, a treta segue ecoando entre fãs, fóruns e redes sociais, colocando em xeque a imagem pública da banda — justamente no momento em que discursos políticos e posicionamentos sociais estão cada vez mais sob os holofotes.
No fim das contas, o hardcore continua pesado — mas, desta vez, o barulho vem dos bastidores.



