Djalminha ficou conhecido pelo talento com a bola nos pés, mas existe outra paixão que também faz parte de sua história: o rock and roll. Em participação no podcast Pelada Musical, o ex-jogador e atual comentarista da CazéTV relembrou como o som de bandas britânicas entrou em sua vida e deixou marcas que permanecem até hoje.
Antes de atravessar o Atlântico musicalmente, ele já curtia o rock nacional, com nomes como Legião Urbana, Capital Inicial e Titãs na playlist. A virada aconteceu por volta dos 14 ou 15 anos, quando o zagueiro Rogério Lourenço apresentou ao amigo um universo sonoro diferente.
E não era aquela história de ouvir uma música de vez em quando. Depois dos treinos, a programação na casa do colega, no bairro de Irajá, no Rio de Janeiro, era praticamente um festival particular de rock.

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The Smiths, The Cure e The Clash: a trilha sonora dos boleiros
Djalminha contou que os encontros eram embalados por muito rock internacional, com destaque para três bandas que marcaram época: The Smiths, The Cure e The Clash.
Entre elas, porém, uma conquistou um lugar especial no coração do ex-jogador: o The Smiths, liderado pelo vocalista Morrissey e pelo guitarrista Johnny Marr.
Ao recordar aquele período, Djalminha destacou não apenas as músicas, mas também a identidade e o estilo da banda, especialmente a presença de Morrissey.
A paixão não ficou restrita a ele. Outros jogadores daquela geração, como Luiz Antônio e Mário Xavier, também compartilhavam o gosto pelo grupo.
Pelo visto, enquanto muita gente só pensava na próxima partida, aquela turma também estava de olho nos discos e nas guitarras britânicas. Porque resenha pós-treino com rock de qualidade é praticamente uma concentração musical.
“Até hoje tá na veia”: o amor pelo rock continua
Mesmo décadas depois, a conexão de Djalminha com o The Smiths continua firme. O ex-atleta ressaltou que a banda permanece importante em sua vida, apesar de ter encerrado as atividades há muito tempo.
“Até hoje tá na veia. Apesar dos Smiths não existirem mais, mas o Morrissey tá aí”, comentou.
Formado em Manchester, na Inglaterra, em 1982, o The Smiths encerrou sua trajetória em 1987, em meio a conflitos internos e divergências entre Morrissey e Johnny Marr.
Apesar de ter durado apenas cinco anos, o grupo se tornou uma das bandas mais influentes do rock alternativo britânico. Suas canções atravessaram gerações e ajudaram a moldar o caminho de inúmeros artistas.
Já os dois principais nomes da formação seguiram caminhos separados. Morrissey construiu uma carreira solo, enquanto Johnny Marr continuou trabalhando como músico e guitarrista.
Morrissey seguiu carreira solo, mas também colecionou polêmicas
O fim do The Smiths não encerrou a história musical de Morrissey. O cantor seguiu em carreira solo e continuou atraindo fãs, mas sua trajetória também passou a ser marcada por controvérsias.
Ao longo dos anos, ele enfrentou críticas por declarações políticas e falas consideradas xenofóbicas, além de episódios de cancelamento de shows.
Ainda assim, sua importância na história do rock alternativo permanece ligada ao impacto do The Smiths e à influência que a banda exerceu sobre diferentes gerações.
Para Djalminha, a lembrança vai além das polêmicas ou da separação do grupo: é uma conexão musical que começou na adolescência e continua viva.
No fim das contas, o ex-jogador mostra que algumas paixões não precisam de chuteira, estádio ou apito final. Basta apertar o play — e deixar o rock correr nas veias.




