Quem já tentou jogar um game mais complexo no celular usando apenas os comandos na tela sabe: em algum momento, o dedo começa a ocupar metade da tela e a experiência vira uma mistura de jogo com batalha contra a própria interface.
A TecToy quer mudar esse cenário. A empresa anunciou o Zeenix G8, seu primeiro controle desenvolvido especialmente para smartphones, em uma parceria por tempo limitado com a GameSir.
O acessório já está disponível na loja oficial da empresa por R$ 329 e utiliza conexão USB-C de ultrabaixa latência. Na prática, a proposta é deixar o celular encaixado no controle e transformar o smartphone em uma máquina de jogo bem mais próxima da experiência de um console tradicional.

Imagem: Reprodução/TecToy
Celular no controle e touchscreen de férias
O funcionamento é simples: o usuário conecta o smartphone diretamente ao controle, que mantém o aparelho firme durante a jogatina.
Com isso, os comandos virtuais que aparecem na tela deixam de ser necessários em games compatíveis. Adeus, dedo tampando o botão exatamente na hora em que você precisava apertá-lo.
O Zeenix G8 segue o conceito plug & play, ou seja, a ideia é conectar e começar a jogar sem uma maratona de configurações.
O modelo também possui entrada P2 para fones de ouvido e permite carregar o smartphone enquanto o jogador está utilizando o controle.
Pegada de controle tradicional
Na parte de construção, a TecToy aposta em uma proposta ergonômica e confortável, com suporte para smartphones entre 110 mm e 185 mm de comprimento.
O conjunto traz os elementos básicos de um controle moderno: dois analógicos, direcional e botões de ação.
Na traseira ficam os gatilhos, acompanhados por uma superfície antiderrapante para ajudar na pegada durante partidas mais intensas.
Traduzindo para o idioma gamer: menos chance de o celular sair voando da mão quando aquela partida começa a ficar séria.
Compatibilidade vai além dos jogos de celular
Outro ponto destacado pela TecToy é a variedade de plataformas e serviços compatíveis com o Zeenix G8.
Segundo a descrição oficial do produto, o controle funciona com:
- Xbox Cloud Gaming
- Steam Link
- Moonlight
- PS Remote Play
- GeForce Now
- Android Games
- iOS
Isso amplia bastante a proposta do acessório. Em vez de ficar limitado aos games desenvolvidos exclusivamente para smartphones, o jogador pode utilizá-lo também em diferentes soluções de streaming e acesso remoto a jogos.
Mercado mobile está ficando cada vez mais parrudo
A expansão dos acessórios para games mobile não acontece por acaso. Os smartphones estão ganhando cada vez mais poder de processamento, aproximando a experiência de jogo dos dispositivos tradicionalmente associados aos consoles e PCs.
Um dos movimentos recentes envolve a Arm, que pretende levar às GPUs de celulares uma tecnologia semelhante ao DLSS 5, aumentando as possibilidades de processamento gráfico em dispositivos móveis.
Mas existe outro ingrediente nessa receita: o preço dos componentes. A alta dos custos também acaba estimulando soluções que tentam concentrar várias funções em um único equipamento.
Quando o aparelho quer ser três coisas ao mesmo tempo
É aí que entram os chamados dispositivos 3 em 1, como o OneXPlayer X1 Air, que combina funções de notebook, console portátil e tablet.
A portabilidade é justamente um dos grandes argumentos desses equipamentos. Para quem viaja bastante ou encara longos trajetos de trem ou ônibus, ter uma máquina capaz de assumir diferentes funções pode ser uma vantagem considerável.
É a famosa filosofia gamer: se dá para levar tudo na mochila, melhor ainda.
Emulação também ajuda a turbinar o mercado portátil
Outro fator que continua movimentando tanto os smartphones gamer quanto os consoles portáteis é a possibilidade de rodar jogos clássicos por emulação.
Nesse segmento aparecem aparelhos como o Anbernic RG 55G1, que aposta em emulação retrô e traz processador Snapdragon, além de recursos como efeito Hall.
Outra opção é o Retroid Pocket Duo, que promete uma experiência portátil com desempenho mais avançado e CPU Dragonwing Q-7790.
No fim das contas, o Zeenix G8 chega em um mercado que está deixando cada vez mais claro que jogar no celular não significa necessariamente ficar esfregando o dedo na tela.
Agora o smartphone pode ganhar analógicos, gatilhos, direcional e uma pegada de controle de verdade. A única coisa que continua sendo responsabilidade do jogador é não culpar o controle quando tomar aquela surra online.




