Se tem alguém que nunca perde a chance de provocar, esse alguém é Noel Gallagher. O ex-líder do Oasis voltou a zoar o Manchester United e, de quebra, sobrou até para o The Libertines. Durante participação no programa talkSPORT Drive, o músico de 58 anos fez uma comparação nada carinhosa ao comentar a possível contratação de Unai Emery, atual técnico do Aston Villa, pelo rival de Manchester.
Para Noel, aceitar o convite seria como “sair do Oasis para entrar no The Libertines” — uma analogia musical que diz muito sobre como ele enxerga o momento do clube.

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Crise no United vira munição para zoeira
Torcedor assumido do Manchester City, Noel comentou a fase turbulenta do United após a demissão de Ruben Amorim, dispensado depois de uma coletiva tensa logo após o empate por 1 a 1 com o Leeds United, quando criticou publicamente a diretoria.
Sem filtro, Gallagher mandou a real ao apresentador do programa (via NME):
“Acho que você está preso ao passado. Antigamente, esse cargo representava o auge do futebol inglês. Hoje não é mais. Um jogador seria completamente louco de ir para lá.”
Segundo Noel, o Manchester United virou um clube “em ruínas”, sufocado por muitas vozes externas e distante do status que um dia teve. Para ele, atualmente, a única razão para aceitar o desafio seria o dinheiro.
Por que sobrou para o The Libertines?
A comparação com o The Libertines não foi aleatória. Apesar de ter sido uma banda importante da cena indie britânica, o grupo de Pete Doherty nunca chegou perto do impacto cultural, histórico e comercial do Oasis — pelo menos na visão nada modesta de Noel.
Ou seja: para ele, trocar o Aston Villa pelo United hoje seria um baita downgrade, tanto no futebol quanto na metáfora musical.
Noel Gallagher, futebol e rivalidade eterna
Vale lembrar que Noel não é só um músico dando opinião aleatória. Ele é torcedor fanático do Manchester City, presença constante nos jogos e figura próxima do clube.
Em 2024, o Gallagher mais velho desenhou a tipografia da camisa do City para a temporada 2024/25 e ainda lançou uma linha de roupas inspirada no álbum Definitely Maybe (1994), reforçando a mistura entre rock, futebol e identidade.
Essa relação íntima com o City ajuda a explicar o tom ácido das críticas ao rival vermelho — uma combinação clássica de rivalidade esportiva, ego musical e aquela provocação que só um Gallagher sabe fazer.
No fim das contas, fica a dúvida: exagero ou verdade dita em forma de piada? No universo do rock e do futebol inglês, uma boa tiração de sarro saudável sempre faz parte do jogo.




