O guitarrista do Radiohead, Jonny Greenwood, não gostou nada de descobrir que uma de suas composições foi parar em um documentário sobre Melania Trump sem que ele fosse consultado.
Ao lado do diretor Paul Thomas Anderson, Greenwood acusa a Universal de ter violado seu contrato como compositor da trilha de “Trama Fantasma” (2017). Segundo eles, um trecho extenso da faixa “Barbara Rose” foi utilizado no documentário “Melania”, dirigido por Brett Ratner.
O filme acompanha cerca de 20 dias da vida da primeira-dama antes da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos em 2025 — e agora está no centro de uma polêmica sonora.

Imagem: Reprodução
Pedido formal de remoção da música
Em comunicado divulgado à imprensa internacional, os representantes de Greenwood e Anderson afirmaram que o uso da faixa ocorreu sem consulta prévia ao compositor.
“Tomamos conhecimento de que um trecho da música de ‘Trama Fantasma’ foi utilizado no documentário sobre ‘Melania’. Embora Jonny Greenwood não detenha os direitos autorais da trilha sonora, a Universal não o consultou sobre esse uso por terceiros, o que constitui uma violação de seu contrato como compositor. Consequentemente, Jonny e Paul Thomas Anderson solicitaram a remoção da música do documentário.”
Ou seja: não é apenas uma questão artística, mas também contratual.
Greenwood além do Radiohead: carreira sólida no cinema
Nos últimos 25 anos, Jonny Greenwood construiu uma carreira respeitada no cinema, assinando ou colaborando com trilhas de pelo menos 12 produções. Entre elas estão “Sangue Negro”, “Vício Inerente”, “Licorice Pizza” e “Uma Batalha Após a Outra” — muitas em parceria com Anderson.
A trilha de “Trama Fantasma”, inclusive, foi amplamente elogiada pela crítica e reforçou o nome de Greenwood como um dos compositores mais inventivos da música para cinema contemporâneo.
E agora?
Até o momento, os responsáveis pelo documentário “Melania” não se manifestaram publicamente sobre a acusação.
Enquanto isso, a situação coloca mais uma banda de peso — ainda que indiretamente — no centro de um debate que mistura política, direitos autorais e trilhas sonoras de alto nível. E quando o assunto envolve Radiohead, dificilmente passa despercebido.



