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Paul McCartney x Lars Ulrich: o dia em que um Beatle “roubou” a bateria do U2

Há quase uma década, Lars Ulrich recebeu Dave Grohl em seu programa It’s Electric e, no meio do papo entre gigantes do rock, surgiu uma história digna de filme: o dia em que Paul McCartney atravessou — sem querer — o sonho de Lars de tocar com o U2.

A conversa começou com lembranças sobre o Foo Fighters e acabou girando em torno da relação dos dois com o eterno Beatle. Foi então que Ulrich puxou da memória um evento privado que envolvia ninguém menos que Bono, The Edge… e uma bateria solitária esperando por um herói.

IBAGEM LARS ULRICH

Imagem: Reprodução

A “chance de ouro” com Bono e The Edge

Segundo Lars, tudo aconteceu em uma festa exclusiva organizada por um amigo em comum. No quintal da casa, havia instrumentos montados e um convite implícito: quem quisesse, podia subir e tocar.

Bono e The Edge começaram a apresentar uma música nova, mas estavam sem baterista e baixista. Para Ulrich, aquilo soou como destino.

Ele contou que ficou na espreita, criando coragem, esperando o momento certo para assumir o kit e realizar o sonho secreto de tocar com o U2. A bateria estava ali. O baixo também. O palco improvisado chamava.

“Essa é minha chance”, pensou.

E então… entra Paul McCartney

Quando finalmente decidiu agir, Lars percebeu que outro convidado também avançava na direção da bateria. Ele não conseguiu ver quem era — até que o sujeito subiu ao palco e se acomodou no banco.

Era Paul McCartney.

“Peraí, era a minha vez de tocar com o U2!”, brincou Ulrich ao relembrar o episódio.

Sem alternativa contra um Beatle em modo baterista, Lars recuou. Segundo ele, McCartney mandou bem nas baquetas — e o momento ficou restrito apenas à memória de quem estava lá, já que celulares não eram permitidos na festa.

“Agora eu contei tudo no ar e provavelmente nunca mais vou ser convidado”, disparou, rindo.

Dave Grohl entra na zoeira

No meio da história, Dave Grohl não perdeu a oportunidade de provocar o amigo: “O Lars é um dedo duro!”.

Os dois caíram na gargalhada — e quem ouve a história também.

No fim das contas, fica a moral da história: se você for disputar uma bateria com alguém numa festa secreta do rock… torça para não aparecer um Beatle no caminho.