Misturar New Order, Copa do Mundo, música eletrônica e um jogador de futebol rimando parecia uma ideia completamente maluca.
Justamente por isso deu tão certo.
Em 1990, às vésperas da Copa do Mundo da Itália, a Football Association (FA) convidou o New Order para criar a música oficial da seleção inglesa. O que poderia ser apenas mais um hino esportivo acabou se transformando em um dos momentos mais curiosos — e inesquecíveis — da história do rock e do futebol.

Imagem: Kevin Cummins/Getty Images
O New Order aceitou… mas colocou uma condição
Vindos da revolucionária cena pós-punk e carregando o legado do Joy Division, os integrantes do New Order aceitaram participar do projeto.
Só havia uma exigência: liberdade total para criar.
Nada de música engessada ou daqueles refrões que parecem ter saído de uma reunião de marketing. A banda queria fazer algo diferente.
E conseguiu.
Quando um comediante teve uma ideia genial
Para dar ainda mais personalidade ao projeto, o comediante Keith Allen entrou na composição da letra.
Foi dele a proposta que parecia improvável para a época: colocar um jogador da seleção inglesa fazendo um trecho de rap na música.
Hoje isso pode soar comum.
Em 1990, era praticamente um drible de letra.
O herói apareceu em uma única tentativa
Antes da gravação definitiva, alguns jogadores passaram pelo estúdio.
Peter Beardsley, por exemplo, chegou a registrar uma versão completa do rap, mas o resultado não convenceu.
Foi então que entrou em cena John Barnes.
Sem grandes ensaios, o meia gravou sua participação praticamente de improviso e acertou de primeira.
O rap virou um dos momentos mais lembrados da cultura pop britânica e mostrou que, às vezes, o melhor solo não vem da guitarra.
O maior sucesso da história do New Order
Batizada de “World in Motion”, a música rapidamente conquistou o público.
O single alcançou o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido, permaneceu duas semanas na liderança e, até hoje, continua sendo o único número 1 da carreira do New Order.
Mais do que um hit esportivo, a faixa virou um verdadeiro símbolo da Copa do Mundo de 1990 e um dos hinos mais queridos do futebol inglês.
Três décadas depois, “World in Motion” continua provando que, quando rock, eletrônica e futebol jogam no mesmo time, o resultado pode entrar para a história.



