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Megadeth: a história insana que deu origem a “Holy Wars”

Entre os muitos hinos do Megadeth, Holy Wars… The Punishment Due ocupa lugar sagrado no coração dos fãs — e raramente fica de fora do setlist.

Mas o que pouca gente imagina é que a faísca para a criação da música nasceu de um momento caótico durante um show.

Em entrevista ao Loudwire, Dave Mustaine relembrou o episódio que transformou confusão em clássico.

IBAGEM MEGADETH

Imagem: Reprodução


Uma moeda, uma frase e um clima tenso

Show na Irlanda virou episódio digno de roteiro de filme

Segundo Mustaine, tudo começou quando um fã arremessou uma moeda no palco. As libras inglesas, mais pesadas, acertaram o músico e até bateram na guitarra.

Irritado, ele deixou o palco por alguns instantes. Quando voltou, soltou a frase que mudaria tudo:
“Devolvam a Irlanda aos irlandeses.”

O detalhe? Ele não fazia ideia do peso político da declaração naquele contexto, ligado ao conflito envolvendo o IRA.

A reação foi imediata. O clima ficou pesado. No dia seguinte, já em Dublin, o baixista David Ellefson mal falava com ele.

“Você não lembra do que aconteceu ontem?”, teria perguntado.

A situação foi tão delicada que a banda acabou sendo escoltada da Irlanda do Norte até Dublin em um ônibus à prova de balas.

Rock n’ roll raiz — mas com tensão real.


De polêmica a clássico do thrash

Inspiração inesperada nasceu no dia seguinte

Após o episódio, já em Nottingham, na Inglaterra, Mustaine começou a trabalhar na estrutura de “Holy Wars”. A música nasceu praticamente no dia seguinte ao incidente.

“Eu só queria que a inspiração tivesse sido outra”, comentou o músico.

Lançada no álbum Rust in Peace, a faixa se tornou uma das composições mais emblemáticas da história do thrash metal, combinando velocidade, técnica e crítica política afiada.


Megadeth no Brasil: despedida com ingressos esgotados

Os fãs brasileiros já estão na contagem regressiva. O Megadeth retorna ao país com sua turnê de despedida e faz show único em São Paulo no dia 2 de maio.

Os ingressos estão esgotados — prova de que, décadas depois daquela moeda voando no palco, “Holy Wars” continua soando como um verdadeiro manifesto amplificado no talo.