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Ghost: Tobias Forge revela que pausa da banda foi causada por burnout

O líder do Ghost, Tobias Forge, abriu o jogo sobre os bastidores da decisão de colocar a banda em pausa após o fim da Skeletour.

Em entrevista à Sweden Rock Magazine, o músico revelou que o principal motivo do hiato foi burnout, resultado de anos de intensa atividade criativa e turnês gigantescas.

IBAGEM TOBIAS

Imagem: Reprodução


Forge fala sobre pressão, fama e saúde mental

Conhecido por interpretar personagens no palco, Tobias Forge contou que, por um tempo, foi um alívio simplesmente deixar o alter ego de lado.

Segundo ele, viver constantemente dentro desse universo artístico pode ser desgastante.

O vocalista explicou que chegou a um momento da vida em que precisava reavaliar prioridades, especialmente após anos mergulhado em ciclos de álbuns, turnês e produção musical.

Ele afirmou que quer mais tempo para amigos e vida pessoal, em vez de entrar imediatamente em um novo ciclo do Ghost.

Mesmo assim, Forge deixou claro que a banda não acabou.

Para ele, o momento atual é apenas um período de reflexão.


Colapso em 2023 foi alerta sério

Durante a entrevista, o cantor revelou que sofreu um colapso físico e emocional em setembro de 2023, que acabou servindo como um alerta importante.

Segundo Forge, os meses seguintes foram bastante difíceis.

Ele relatou episódios frequentes de ansiedade, sensação constante de exaustão e dificuldades para lidar com a rotina intensa da carreira.

A experiência fez o músico perceber que precisava desacelerar e repensar sua relação com o trabalho.


Turnê gigante também complicou planos mundiais

Outro fator que influenciou as decisões da banda foi o tamanho colossal da produção da Skeletour.

Inicialmente, o plano era levar o espetáculo para diversos lugares do mundo, incluindo América do Sul, Austrália e Japão.

Mas, segundo Tobias Forge, a estrutura da turnê se tornou grande demais para viajar facilmente.

O show foi concebido com uma produção extremamente elaborada, com cenários, atos e elementos específicos que tornariam a logística muito complexa.


Custos da produção seriam gigantescos

De acordo com o vocalista, levar a turnê para certos mercados exigiria várias noites esgotadas em cada cidade para que o projeto fosse financeiramente viável.

Em alguns casos, seriam necessárias cerca de dez apresentações lotadas por cidade para cobrir os custos da operação.


Forge não quis reduzir o espetáculo

Mesmo com a possibilidade de adaptar o show para facilitar a viagem, o cantor preferiu manter o conceito original.

Segundo ele, a Skeletour foi pensada como uma experiência completa, com três atos, regras como proibição de celulares e diversos elementos teatrais.

Alterar esse formato apenas para levar a turnê a mais países, na visão do músico, significaria descaracterizar a proposta artística.

Por isso, o Ghost optou por concentrar a turnê apenas em regiões onde toda a estrutura poderia ser transportada sem comprometer o espetáculo.

No fim das contas, Forge admite que o resultado final não foi exatamente o plano original, mas acredita que preservar a essência do show foi a decisão certa.