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Ghost revela por que a “Skeletour” não passou pelo Brasil — e a resposta dói no bolso

Os fãs brasileiros do Ghost ficaram na bronca quando perceberam que a poderosa “Skeletour” não pisaria em solo nacional. A excursão, que promoveu o álbum Skeletá, lançado no ano passado e estreante no topo da Billboard 200, rodou o mundo — mas deixou o Brasil fora do roteiro.

Agora, o vocalista Tobias Forge abriu o jogo e explicou o motivo da ausência.

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Imagem: Reprodução


“Grande demais para viajar”: logística e custos pesaram

Segundo Forge, a ideia inicial era incluir América do Sul, Austrália e Japão na rota. O problema? A estrutura da turnê cresceu a ponto de virar um monstro logístico.

De acordo com o músico, o nível de produção idealizado exige um aparato técnico gigantesco — equipamentos, cenários e equipe em escala quase industrial. Transportar tudo isso para longas distâncias elevaria os custos a um patamar pouco viável.

Para fechar a conta, seria necessário esgotar ingressos por cerca de 10 noites em cada cidade, algo que, na prática, tornaria a operação extremamente arriscada financeiramente.

Forge admitiu que talvez pudesse ter planejado diferente, mas deixou claro que a ambição artística falou mais alto na concepção do espetáculo.


Hiato à vista desanima ainda mais os fãs

A situação ficou ainda mais amarga depois que Tobias revelou, na semana passada, que o Ghost deve entrar em um hiato prolongado em breve. A pausa na carreira do projeto esfriou as esperanças de quem ainda aguardava uma possível extensão da turnê para o Brasil.

A última passagem da banda por aqui aconteceu em setembro de 2023, com dois shows em São Paulo — e desde então a saudade só aumentou.


Turnê misteriosa, celulares proibidos e vídeos clandestinos

Produção cinematográfica virou marca da Skeletour

A Skeletour também ganhou fama por uma medida polêmica: o Ghost proibiu o uso de celulares durante as apresentações. A ideia era criar uma experiência mais imersiva, sem telas brilhando no meio da plateia.

Mesmo assim, um fã conseguiu driblar a regra e compartilhou trechos do espetáculo nas redes, dando ao público brasileiro um vislumbre da megaestrutura citada por Tobias Forge.

No fim das contas, ficou aquele gosto agridoce: uma turnê monumental, um álbum no topo das paradas e… o Brasil assistindo de longe.

Por enquanto, resta aos fãs aumentar o volume de Skeletá e torcer para que, quando o Ghost voltar das sombras, o país entre na rota.