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10 vezes em que George Harrison soltou o verbo contra ícones do rock

Durante anos, George Harrison carregou o rótulo de “Beatle quieto”. Mas bastava puxar assunto sobre rock, ego inflado ou música feita no piloto automático que ele virava praticamente um crítico ácido em tempo integral.

Integrante do lendário The Beatles, Harrison cresceu artisticamente à sombra de John Lennon e Paul McCartney, mas nunca deixou de defender suas composições. Em um episódio famoso, chegou a chamar Eric Clapton para o estúdio só para que suas músicas fossem levadas a sério.

Quando lançou o monumental All Things Must Pass, no mesmo ano do fim dos Beatles, mostrou que tinha material de sobra guardado na manga — e opiniões também.

IBAGEM GEORGE

Imagem: Reprodução

Abaixo, reunimos 10 momentos em que Harrison não economizou palavras ao falar de outros gigantes do rock.


1. Oasis: ego alto demais para o gosto de George

No auge do Britpop, o Oasis virou fenômeno. Mas Harrison enxergava na banda exatamente o que mais criticava: excesso de confiança e pouca profundidade.

Sobre Liam Gallagher, disparou que era “desatualizado” e “simplesmente bobo”, além de considerar o grupo pouco interessante musicalmente.


2. U2: fama demais, substância de menos?

Mesmo com Bono sendo fã declarado dos Beatles, Harrison não retribuía o entusiasmo pelo U2.

Chegou a afirmar que a banda era egocêntrica e questionou se alguém ainda se lembraria deles dali a 30 anos.


3. Sex Pistols: barulho sem sutileza

Enquanto Lennon e McCartney simpatizavam com o punk, Harrison torcia o nariz para o Sex Pistols.

Para ele, faltava musicalidade e sobrava negatividade. Defendia que o ódio não se combate com mais ódio — e que energia crua não substitui talento.


4. Pete Townshend: espiritualidade ou pose?

Harrison levou a cultura indiana e a sitar ao mainstream. Mas não curtia quem, segundo ele, usava espiritualidade como fachada.

Sobrou crítica para Pete Townshend, do The Who, a quem chamou de “falso” por não levar a sério o que pregava.


5. Elton John: fórmula repetida

Mesmo sendo próximo de Lennon, Elton John não escapou.

Harrison disse que a música do Rocket Man seguia uma fórmula previsível: letra, quatro acordes, sacode e pronto — novo hit.


6. Neil Young: simplesmente não descia

Questionado sobre Neil Young, foi direto: não era fã. Chegou a dizer que não suportava.

O estilo de solos e a abordagem crua do canadense pareciam incomodar profundamente o ex-Beatle.


7. The Hollies: “estragaram minha música”

Quando o The Hollies gravou “If I Needed Someone”, Harrison não curtiu nada.

Chamou a versão de ruim e disse que, apesar de tecnicamente bons, soavam como músicos de estúdio sem alma coletiva.


8. Paul McCartney: alfinetadas no velho parceiro

A relação com Paul McCartney teve altos e baixos. Harrison elogiava as melodias suaves do amigo, mas criticava suas músicas mais barulhentas.

Em outra ocasião, ironizou dizendo que talvez Paul tivesse incluído certas canções no repertório por falta de material melhor.


9. Lee Marvin: antipatia até no cinema

Nem só de músicos viviam as críticas. Harrison não escondia sua implicância com Lee Marvin, especialmente após assistir a “Cat Ballou”.

Para piorar, o single “Wandering Star”, de Marvin, impediu “Let It Be” de chegar ao topo das paradas britânicas.


10. Elvis Presley: de ídolo a decepção

Os Beatles idolatravam Elvis Presley. Mas, anos depois, Harrison ficou frustrado ao vê-lo cercado de produção grandiosa.

Disse que preferia vê-lo de jeans, com violão na mão, cantando “That’s All Right” sem firulas. A relação ficou ainda mais tensa quando Elvis criticou os Beatles junto ao presidente Richard Nixon.


Sinceridade como marca registrada

Seja elogiando Bob Dylan, seja detonando colegas de profissão, George Harrison nunca foi de ficar em cima do muro.

Por trás do misticismo e da postura reservada, havia um artista que defendia melodia, autenticidade e profundidade — e que não tinha medo de dizer quando achava que algo estava fora do tom.