Depois de décadas detonando nas quatro cordas do Red Hot Chili Peppers, Flea decidiu virar a chave. No dia 27 de março, o músico — também conhecido como Michael Balzary — lança “Honora”, seu aguardado álbum solo de estreia.
E esqueça o funk rock acelerado: aqui o clima é outro. Mais introspectivo, mais experimental e com forte presença de jazz e trompete.

Imagem: Reprodução
Primeiro gostinho veio com “A Plea”
O projeto começou a ganhar forma pública em dezembro de 2025, quando Flea divulgou a faixa “A Plea”. A música já indicava que o disco seguiria por um caminho mais atmosférico, explorando texturas e emoções longe do palco explosivo dos Chili Peppers.
Em “Honora”, Flea não é apenas instrumentista: ele assina composições e arranjos, assumindo papel central na identidade sonora do álbum.
Time de peso na ficha técnica
Para dar vida ao projeto, o músico reuniu uma seleção de talentos respeitados:
Josh Johnson (produtor e saxofonista), Jeff Parker (guitarra), Anna Butterss (baixo) e Deantoni Parks (bateria).
Nos vocais, o disco ganha ainda mais peso com participações de Thom Yorke e Nick Cave, além de Mauro Refosco (David Byrne, Atoms for Peace) e Nate Walcott (Bright Eyes).
Ou seja: é encontro de gigantes fora da zona de conforto.
Influências que atravessam gerações
O repertório também abre espaço para releituras de nomes como George Clinton e Eddie Hazel, Jimmy Webb, Frank Ocean, Shea Taylor e Ann Ronell. Uma mistura que reforça o caráter plural e sem amarras do trabalho.
Um novo capítulo criativo
Com “Honora”, Flea mostra que ainda tem muito território artístico a explorar. Depois de anos no topo do rock mundial, ele prova que a inquietação criativa segue pulsando forte.
Se antes ele incendiava palcos com groove e energia, agora aposta em atmosfera, improviso e sensibilidade.
Rockstar? Sim. Mas também jazzista de alma inquieta.




