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Dos gramados para o rock: os 10 discos que fizeram Petr Čech trocar as luvas pelas baquetas

Durante anos, Petr Čech foi sinônimo de defesas espetaculares nos gols de Chelsea e Arsenal. Mas, quando pendurou as luvas, o ex-goleiro mostrou que sua segunda grande paixão sempre esteve longe das traves: a bateria.

Depois de encerrar a carreira no futebol — e até se aventurar no hóquei no gelo — o tcheco mergulhou de cabeça no universo da música. Em uma visita a uma loja de discos em Vancouver, registrada pelo canal Drumeo, Čech abriu sua coleção de memórias e revelou os 10 discos de rock que influenciaram sua formação como baterista.

PETR CECH

Imagem: IMDb

Tudo começou com um Guitar Hero

A história começou em 2011, durante uma visita à casa do ex-companheiro de Chelsea, Carlo Cudicini.

Lá, um simples contato com a bateria de plástico do Guitar Hero despertou uma curiosidade inesperada. Pouco tempo depois, Čech comprou uma bateria eletrônica e começou a aprender sozinho.

O resto… virou solo de bateria.

Os 10 discos que marcaram Petr Čech

Coldplay – Parachutes

A porta de entrada da lista foi Parachutes, do Coldplay.

Foi com “Yellow” que Čech conseguiu tocar, pela primeira vez, uma música inteira na bateria, transformando a faixa em um marco pessoal.

System of a Down – Toxicity

O peso entrou na jogada com Toxicity, do System of a Down.

O ex-goleiro contou que a faixa-título foi uma das primeiras que tentou reproduzir na bateria e destacou a capacidade da banda de equilibrar agressividade e melodia. Na mesma linha, também elogiou o trabalho do Avenged Sevenfold.

Queen – Greatest Hits II

Entre os primeiros CDs que comprou estava Greatest Hits II, do Queen.

Mais tarde, a admiração virou amizade. Em 2012, durante uma viagem para uma partida da Champions League, Čech conheceu Roger Taylor, baterista da banda e torcedor do Chelsea.

A relação evoluiu tanto que os dois chegaram a colaborar na música “That’s Football”.

The Beatles – Abbey Road

Nenhum baterista escapa da influência dos Beatles.

Čech fez questão de destacar Ringo Starr, afirmando que seu estilo é tão característico que basta ouvir poucos segundos para reconhecê-lo.

Nirvana – Nevermind

O clássico Nevermind entrou na vida do ex-goleiro graças à sua irmã.

Foi ali que nasceu sua admiração por Kurt Cobain e, principalmente, por Dave Grohl, que depois o levou ao universo do Foo Fighters.

Segundo Čech, essa é a banda que ele mais assistiu ao vivo, destacando discos como Sonic Highways e Medicine at Midnight entre seus favoritos.

O futebol também ajudou: a amizade com Chris Shiflett, guitarrista do Foo Fighters e torcedor do Arsenal, rendeu alguns convites para shows.

Soundgarden – Superunknown

O grunge também encontrou espaço na coleção.

Čech lembrou de um encontro inesperado com o Soundgarden durante uma viagem a St. Louis, quando acabou hospedado no mesmo hotel da banda.

Além de elogiar a evolução musical do grupo, ele revelou guardar com carinho uma foto ao lado do baterista Matt Cameron.

The Smashing Pumpkins – Mellon Collie and the Infinite Sadness

Outro álbum indispensável é Mellon Collie and the Infinite Sadness, do The Smashing Pumpkins.

A música “Tonight, Tonight” virou exercício de bateria para Čech, principalmente pela forma como trabalha a caixa ao longo da canção.

blink-182 – blink-182

Na lista também aparece o blink-182.

O motivo atende pelo nome de Travis Barker, baterista que Čech considera uma das maiores referências técnicas da atualidade.

Ele ainda contou que teve a oportunidade de assistir ao músico ao vivo em um show realizado em Belfast.

Red Hot Chili Peppers – Stadium Arcadium

Durante as viagens com o elenco dos clubes, um disco aparecia constantemente na playlist.

Segundo Čech, Stadium Arcadium, do Red Hot Chili Peppers, foi praticamente a trilha sonora de muitas concentrações e deslocamentos ao longo da carreira.

U2 – The Joshua Tree

Fechando a seleção aparece The Joshua Tree, do U2.

Além de relembrar a histórica turnê 360°, o ex-goleiro fez questão de elogiar Larry Mullen Jr., destacando seu estilo único e dizendo que ele nem sempre recebe o reconhecimento que merece.

Quando o rock entra em campo

A história de Petr Čech mostra que grandes atletas também carregam grandes paixões fora do esporte. Entre defesas impossíveis e títulos importantes, o ex-goleiro encontrou na bateria uma nova forma de competir: agora, contra o metrônomo.

E, pelo visto, trocar as luvas pelas baquetas foi uma decisão que acertou em cheio.