Os dinossauros do hard rock estão mais vivos do que nunca. O Deep Purple confirmou uma turnê pela América do Norte para o verão de 2026, trazendo na bagagem não só clássicos eternos, mas também material fresquinho saindo do forno.
A excursão começa no dia 4 de agosto, em Raleigh (Carolina do Norte), e segue até 12 de setembro, em Sparks (Nevada). E não vem sozinho: o giro contará com reforço de peso de Kansas e Jefferson Starship em datas selecionadas. A venda geral de ingressos abre nesta sexta-feira, 3 de abril.

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Novo álbum vem aí com visão inesperada sobre o fim
Além da estrada, o Deep Purple já está ajustando os últimos detalhes do próximo álbum, sucessor de =1 (2024). Em entrevista ao Songwriting For Songwriters, o vocalista Ian Gillan confirmou que o disco chega em junho de 2026 — e com uma proposta que foge do óbvio.
Segundo o frontman, o trabalho traz um conceito sobre o fim da humanidade, mas longe do clima apocalíptico padrão. A ideia é explorar uma visão mais positiva e até espiritual, falando sobre uma espécie de evolução para um novo estado.
“É algo sobre o fim, mas não do jeito que você imagina. Tem uma pegada otimista, quase uma transformação da humanidade”, explicou Gillan, sem entregar muito sobre o som.
Banda afiada, mas consciente do tempo
Mesmo com décadas na estrada, o Deep Purple vive uma fase de renovação. A chegada do guitarrista Simon McBride, que assumiu após a saída de Steve Morse em 2022, trouxe uma energia nova para as jams e para o palco.
“A banda está afiada, pesada e com fome”, resumiu Gillan, deixando claro que o grupo ainda tem gasolina no tanque.
Mas nem tudo é só volume no máximo. Aos 80 anos, o vocalista também falou abertamente sobre os desafios físicos. Em entrevista à Uncut, revelou que tem cerca de 30% de visão e sente o ritmo desacelerar com o tempo.
Ainda assim, mantém a postura firme: quando a energia acabar, ele pretende parar no momento certo. “Não quero virar um constrangimento. Quando sentir que não dá mais, eu paro”, afirmou.
Enquanto esse dia não chega, o Deep Purple segue fazendo o que sempre fez de melhor: subir no palco, aumentar o volume e provar que o rock não envelhece — só fica mais pesado.



