Quando Billy Corgan fala sobre rock, vale prestar atenção. O vocalista do The Smashing Pumpkins revelou sua admiração por Olivia Rodrigo e destacou justamente uma característica que faz diferença em qualquer artista: a liberdade para experimentar, correr riscos e não ficar obcecado em entregar uma música perfeita.
Em entrevista ao podcast Popcast, do The New York Times, Corgan foi questionado sobre o apoio que vem demonstrando a artistas mais jovens. Além de nomes como Yungblud e sombr, Olivia entrou na conversa — e recebeu elogios de quem entende de guitarras distorcidas e refrões que atravessam gerações.
“Ela é muito inteligente”, afirmou o músico, que também descreveu a cantora como alguém esperta e antenada. Para ele, Olivia entendeu que conquistar liberdade artística significa, antes de tudo, ter coragem para exercê-la.

Imagem: Sasha Lecca / Rolling Stone
Olivia Rodrigo não tem medo de errar — e isso é rock!
Corgan destacou que a cantora não parece preocupada em seguir uma fórmula rígida ou esconder todas as imperfeições de suas gravações. Para o líder do Smashing Pumpkins, essa disposição é justamente parte do que torna seu trabalho interessante.
“Ela não tem medo. Não tem medo de fazer uma música imperfeita. Não tem medo de deixar uma voz ligeiramente desafinada”, explicou.
O músico também defendeu que artistas pop tenham a mesma autenticidade esperada dos roqueiros. Afinal, se o rock sempre valorizou personalidade, atitude e liberdade criativa, por que o pop teria que jogar com regras diferentes?
A declaração funciona quase como um recado para quem acredita que toda música precisa sair do estúdio perfeitamente polida. Às vezes, um pequeno deslize pode dar mais personalidade à gravação do que dez camadas de correção digital.
Smashing Pumpkins e Olivia Rodrigo: semelhanças que viraram elogio
A conversa também passou pelas comparações entre músicas de Olivia e clássicos do Smashing Pumpkins. Faixas da cantora, como “The Cure” e “Pretty Isn’t Pretty”, já foram associadas a elementos presentes em canções como “Disarm” e “1979”.
Em vez de tratar essas aproximações como motivo para reclamação, Corgan demonstrou uma postura receptiva. Para ele, Olivia tem inteligência musical para reunir influências diferentes e transformá-las em algo próprio.
E existe um detalhe importante: o vocalista já dividiu o palco com a cantora. Os dois apresentaram “Thirty-Three”, clássico do álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, durante o Lollapalooza de Chicago, em 2026.
A parceria ajudou a aproximar duas gerações de artistas e mostrou que as referências do rock dos anos 1990 continuam encontrando espaço no pop atual.
Olivia Rodrigo conquistou o respeito dos veteranos do rock
Billy Corgan não é o único nome consagrado a demonstrar admiração pela cantora. Outros artistas também já elogiaram seu talento, sua presença de palco e sua capacidade de transitar entre estilos.
Entre eles estão Mick Jagger, dos Rolling Stones, e Jack White, ex-White Stripes. Ambos já destacaram aspectos positivos da personalidade artística de Olivia e sua relação com o rock.
A cantora vem construindo uma carreira que mistura pop, guitarras pesadas, influências punk e letras confessionais. É uma combinação que conversa tanto com o público mais jovem quanto com quem cresceu ouvindo os grandes nomes do rock alternativo.
No fim das contas, o elogio de Corgan vai além de uma simples aprovação de um veterano. Ele reconhece em Olivia uma característica fundamental para manter a música interessante: a disposição para experimentar sem pedir desculpas por não seguir todas as regras.
E se tem uma lição que o rock ensinou ao longo das décadas, é esta: às vezes, o melhor caminho para acertar em cheio é não ter medo de errar.




