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Neco Tanoue: depois de 22 anos de estrada, músico tira canções da gaveta e apresenta o Projeto Olhos Glaucos

Tem música que nasce, espera, toma poeira e, quando finalmente chega a hora, aparece com força total. Foi mais ou menos esse o caminho percorrido por Neco Tanoue, nome artístico de Nelson Tanoue, de 49 anos. Depois de mais de duas décadas de carreira, o músico decidiu abrir a velha gaveta das composições e transformar antigas ideias em um novo capítulo de sua história.

Paulistano de nascimento, mas vale-paraibano por escolha e por raízes familiares, Neco se estabeleceu em Pindamonhangaba em 13 de maio de 2004. A relação com a região, porém, começou bem antes disso, especialmente por influência da família materna e de sua avó.

Foi no Vale que o músico construiu sua trajetória artística e consolidou uma identidade ligada ao rock acústico e ao formato voz e violão. Ao longo de 22 anos de carreira, passou por bares, casas de shows e eventos de diferentes cidades da região, construindo seu espaço na base do trabalho, da persistência e, claro, de muita música.

IBAGEM NECO TANQUE

Imagem: Reprodução

Do violão aos palcos: uma história construída no Vale

A estrada de Neco não foi feita de atalhos. Foram anos tocando para diferentes públicos, criando conexões e conquistando a confiança de contratantes e admiradores.

O formato voz e violão se tornou uma das marcas de seu trabalho, sempre tendo o rock como ponto de encontro. É aquela velha história: poucos elementos no palco, mas muita história para contar.

Só que, enquanto as apresentações aconteciam, existia outro capítulo da carreira esperando sua vez.

Ainda jovem, Neco compôs e registrou algumas canções autorais que acabaram ficando guardadas durante anos. As músicas estavam prontas, mas ainda não havia chegado o momento que o artista considerava ideal para colocá-las no mundo.

E essa gaveta demorou para abrir.

Em 2025, Neco decidiu tirar o projeto do papel

O sonho de apresentar aquelas composições nunca desapareceu. O que mudou foi o próprio músico.

Em 2025, Neco decidiu revisitar as músicas criadas na juventude e começou a trabalhar na produção de quatro canções autorais. O processo atravessou aquele ano e chegou à reta final em 2026, dando origem ao Projeto Olhos Glaucos.

O nome representa justamente esse encontro entre duas versões do artista: o jovem que escreveu aquelas músicas décadas atrás e o músico que, depois de mais de 20 anos de estrada, encontrou maturidade, identidade e segurança para finalmente apresentá-las ao público.

É como se o Neco de ontem tivesse deixado uma mensagem para o Neco de hoje. E o Neco de hoje finalmente respondeu.

Projeto Olhos Glaucos reúne histórias de diferentes fases da vida

As quatro faixas do Projeto Olhos Glaucos carregam histórias, sentimentos e experiências de diferentes momentos da vida de Neco.

Agora, essas composições chegam ao público dentro da linguagem musical que acompanha o artista desde o início de sua caminhada: o rock.

Mais do que simplesmente colocar quatro músicas no mercado, o projeto representa a realização de um sonho antigo e a abertura de uma nova fase na carreira do músico.

Depois de 22 anos de palcos, bares, eventos, violão e estrada pelo Vale do Paraíba, Neco Tanoue mostra que algumas músicas podem até esperar bastante tempo — mas não necessariamente perdem a hora.

Neco Tanoue participa do Hora do Rush

Neco esteve na Rock News FM na última terça-feira (8), durante o programa Hora do Rush, onde falou sobre sua trajetória, as antigas composições e o desenvolvimento do Projeto Olhos Glaucos.

A participação marcou um momento especial para o músico, que agora começa a apresentar ao público um material que passou boa parte de sua vida esperando para sair da gaveta.

No fim das contas, a história é simples: algumas músicas demoraram 20 e poucos anos para chegar ao palco. Mas chegaram com experiência, identidade e muito rock.