Conhecido por ajudar a construir a sonoridade pesada do Black Sabbath, Geezer Butler mostrou que seu coração bate forte também fora dos palcos. O lendário baixista participou de uma coletiva de imprensa para apoiar uma das maiores ações de resgate animal já realizadas nos Estados Unidos.
A iniciativa está retirando cerca de 1.500 beagles das instalações da Ridglan Farms, empresa localizada no estado de Wisconsin e conhecida pelo fornecimento de cães para pesquisas laboratoriais.

Imagem: Reprodução
Uma operação gigante para mudar milhares de vidas
A mobilização está sendo conduzida pelo Center for a Humane Economy, em parceria com a Big Dog Ranch Rescue, além de contar com o apoio de diversas entidades de proteção animal espalhadas pelo país.
O trabalho acontece ao longo de duas semanas e culmina com a retirada dos últimos 500 cães que ainda permaneciam no local.
A missão envolve transporte, atendimento veterinário, socialização e, principalmente, a busca por famílias dispostas a oferecer um novo lar aos animais.
Geezer Butler celebra a chance de recomeço
Durante o anúncio da operação, Geezer Butler destacou a emoção de acompanhar o resgate dos cães e reforçou sua longa ligação com a causa animal.
Segundo o músico, acompanhar a transformação desses animais e vê-los finalmente ganhando a oportunidade de viver longe dos laboratórios é algo profundamente marcante.
Para Butler, o projeto demonstra que o avanço científico pode caminhar ao lado da compaixão, sem que seja necessário provocar sofrimento aos animais.
Debbie Gibson também abraça a causa
A cantora Debbie Gibson participou do evento representando o Beagle Freedom Project, uma das organizações envolvidas na ação.
Ela destacou que o resgate simboliza uma mudança importante na forma como a sociedade encara os testes em animais e acredita que os cães finalmente terão a oportunidade de experimentar uma vida completamente diferente daquela que conheceram até agora.
Debate sobre testes em animais ganha força nos Estados Unidos
O resgate acontece em um momento de crescente discussão sobre o uso de animais em pesquisas científicas.
Durante o evento, Wayne Pacelle, presidente do Center for a Humane Economy, anunciou uma campanha voltada à redução e eventual eliminação do financiamento federal destinado a experimentos invasivos realizados em cães.
A discussão ganhou ainda mais relevância após a aprovação da Lei de Modernização da FDA 2.0, em 2022, que retirou a obrigatoriedade de determinados testes em animais antes de algumas etapas de estudos clínicos em humanos.
Agora, uma nova atualização da legislação está sendo analisada pelo Congresso americano com o objetivo de ampliar o uso de tecnologias alternativas e métodos baseados em biologia humana.
Parlamentares também defendem mudanças
O deputado republicano Nick Langworthy participou do anúncio e defendeu o encerramento do uso de recursos públicos em pesquisas que resultem em sofrimento animal.
Segundo o parlamentar, a criação de cães e gatos exclusivamente para experimentação e posterior descarte não deveria continuar recebendo apoio financeiro do governo.
Ele afirmou ainda que pretende atuar junto ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos para restringir investimentos federais em atividades consideradas cruéis.
Veterinários, abrigos e voluntários unem forças
Após serem retirados da Ridglan Farms, os cães passam por uma etapa de avaliação na Dane County Humane Society, em Madison.
No local, equipes especializadas realizam vacinação, implantação de microchips, exames médicos e avaliações comportamentais antes de encaminhar os animais para centros de adoção espalhados pelo país.
O Beagle Freedom Project lidera a busca por novas famílias, enquanto o Wisconsin Puppy Mill Project coordena a recuperação de aproximadamente 300 cães.
Além disso, 23 abrigos ligados à Wisconsin Federated Humane Societies estão oferecendo suporte para acolhimento, recuperação e adoção dos animais.
Um novo capítulo para cães que conheceram apenas laboratórios
A fundadora do Beagle Freedom Project, Shannon Keith, definiu a operação como uma oportunidade de recomeço para centenas de animais que passaram anos vivendo em ambientes controlados de pesquisa.
Segundo ela, esses beagles representam esperança, transformação e a chance de descobrir uma realidade completamente nova.
Com a retirada dos últimos cães concluída nesta semana, o foco agora passa a ser encontrar lares definitivos para cada um deles.
Depois de uma vida inteira cercados por laboratórios, protocolos e testes, os beagles iniciam uma nova jornada: a de simplesmente serem cães, correndo, brincando e recebendo carinho em uma família de verdade.




