O fundador do Pink Floyd, Roger Waters, voltou a fazer declarações fortes sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a afirmar que teme por sua própria vida caso o político continue no cargo. Em entrevista ao jornalista Piers Morgan, o músico disse acreditar que sua oposição pública poderia expô-lo a risco físico extremo.

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“Trump poderia mandar homens mascarados atirar em mim” — Waters
Waters, de 82 anos, não mediu palavras ao descrever sua visão sobre Trump — a quem chamou de “maligno” e “demente” — em comentário transcrito por diversos veículos de imprensa. Segundo o músico, suas críticas públicas ao presidente poderiam levá-lo a ser um alvo de violência política:
“Ele poderia mandar homens mascarados para atirarem na minha cabeça através da janela do meu carro, como faz com quem discorda dele”, disse Waters ao Piers Morgan Uncensored.
A declaração foi feita enquanto ele discutia se permanecer nos Estados Unidos é seguro para ele, considerando o clima político atual. Waters chegou a citar a morte de Renée Nicole Good, uma mulher morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA em janeiro de 2026, como parte do contexto de sua preocupação com violência estatal.
Críticas diretas e motivos por trás do medo
Durante o mesmo bate-papo, Waters não poupou críticas ao movimento MAGA (Make America Great Again) associado a Donald Trump, dizendo que, na sua opinião, “ele só acredita em encher os próprios bolsos” e dos aliados próximos, incluindo membros da família e figuras poderosas do setor tecnológico.
Questionado por Morgan sobre por que continua vivendo nos EUA se discorda tanto do presidente, Waters disse que considera até mudar de país — mencionando lugares como Portugal ou ilhas do Caribe — porque sente que sua permanência por lá pode ser perigosa devido às suas posições políticas.
Repercussão e contexto político
As declarações de Waters acontecem em um cenário em que a política americana está bastante polarizada, com debates acalorados sobre liberdade de expressão, críticas ao governo e segurança pessoal de vozes públicas. A fala do músico ressoou nas redes e na imprensa como um exemplo de como figuras públicas com posicionamentos firmes podem sentir — ou expressar — medo real em tempos de forte tensão política.



