Os fãs brasileiros do Ghost podem guardar o copo de cerveja e respirar fundo. A banda está chegando ao fim da atual turnê mundial, mas quem esperava um anúncio triunfal de shows no Brasil vai ter que lidar com um balde de água fria. Não há qualquer plano concreto para a vinda do grupo ao país — e, pelo visto, isso ainda deve demorar.
Em entrevista ao Global News, Tobias Forge abriu o jogo sobre o que vem por aí depois do encerramento do giro atual. E a resposta passou longe de empolgar quem sonha com o Ghost em solo brasileiro.

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Nada de EP, nada de álbum e muito menos turnê nova
Forge foi direto, sem maquiagem (nem papa emeritus):
“No momento, não há nenhum EP a caminho. Além da turnê atual, não temos mais nada planejado. O futuro está completamente aberto.”
O líder do Ghost explicou que até está gravando material novo, mas não se trata de EP de covers nem de um novo álbum da banda. Ou seja: nada que aponte para um retorno aos palcos tão cedo.
Segundo ele, após 15 anos em ritmo frenético, chegou a hora de desacelerar. Foram ciclos de álbuns e turnês praticamente colados uns nos outros, sem pausa para respirar. Agora, Forge prefere deixar as ideias maturarem:
“Ainda tenho sonhos, ideias e uma lista de desejos enorme, mas isso vai ficar para outro momento.”
Tradução livre para o fã brasileiro: Ghost entra em modo indefinido por tempo indeterminado.
Celulares proibidos, festivais cortados e a filosofia da Skeletour
Na mesma conversa, Tobias Forge voltou a comentar a polêmica proibição de celulares durante os shows da atual turnê — regra que dividiu opiniões, mas que ele defende com unhas e dentes.
Segundo Forge, a decisão foi tomada já sabendo que haveria resistência. Mesmo assim, após mais de 50 apresentações, ele garante que foi a escolha certa:
“A reação do público foi extremamente positiva. As pessoas realmente viveram o show.”
Essa decisão, no entanto, teve consequências. A turnê precisou abrir mão de festivais e de alguns países, já que a produção da chamada ‘Skeletour’ é grande, pesada e difícil de transportar. Some isso ao uso das bolsas Yondr, que bloqueiam celulares, e o resultado foi uma rota mais limitada.
Para Forge, o objetivo é claro: entregar a experiência completa do Ghost, sem concessões.
“Se não pudermos fazer tudo do jeito certo, não faz sentido fingir que é a Skeletour.”
E depois da turnê? Um grande ponto de interrogação
O vocalista deixou claro que, após o fim da atual turnê, o futuro do Ghost será uma “grande, grande incógnita”. Ele ainda pretende avaliar se a política de restrição de celulares continuará e em quais locais a banda poderá tocar daqui para frente.
O que ele garante é uma coisa: não pretende abrir mão da conexão real com o público.
“Os shows ficam muito mais divertidos. Eu me conecto de verdade com as pessoas no palco.”
Shows cancelados por nevasca
Para completar a sequência de contratempos, o Ghost precisou cancelar três apresentações na América do Norte na semana passada, devido às fortes nevascas que atingiram a região.
Enquanto isso, no Brasil, os fãs seguem na espera — agora com a certeza de que o ritual ainda vai demorar para chegar por aqui.



