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Matt Cameron recebe “perdão” do KISS 50 anos depois de treta adolescente

Se existe história bizarra e maravilhosa do rock, essa entra fácil no top 10. Matt Cameron, baterista do Pearl Jam e do Soundgarden, finalmente recebeu um “perdão oficial” do KISS por uma confusão que começou lá atrás… quando ele ainda era um adolescente tocando cover em festa de escola.

A novela, que parecia esquecida nos arquivos empoeirados do rock, ganhou um final digno de encore graças à Aucoin Management, empresa que gerenciava o KISS nos anos 70.

IBAGEM MATT CAMERON

Imagem: Reprodução

Uma banda cover, muita empolgação e zero noção jurídica

Em entrevista ao Howard Stern Show, Cameron relembrou o episódio que aconteceu quando ele tinha 13 ou 14 anos. Na época, tocava bateria em uma banda cover do KISS, que se apresentava em eventos escolares no bairro.

Por uma coincidência típica do rock, o pai de Cameron conhecia o chefe do sindicato dos roadies de San Diego. Resultado? Quando o KISS passou pela cidade na turnê “Alive!” em 1975, o jovem Matt e seus colegas conseguiram assistir ao soundcheck na San Diego Sports Arena. Sonho realizado.

Foto com Paul Stanley… e uma carta nada rock’n’roll

Empolgados, os garotos levaram um álbum de fotos da banda cover para mostrar a Paul Stanley. Tiraram foto, conversaram e explicaram orgulhosos que tocavam como o KISS.

Algum tempo depois, veio o choque: uma carta de “cessar e desistir” enviada pela Aucoin Management. O motivo? Os adolescentes estavam usando o nome KISS, uma marca registrada, sem autorização. Spoiler: eles não tinham a menor ideia do que isso significava.

Meio século depois, o perdão chega

Décadas depois, a história voltou a circular — e teve um desfecho inesperado. Roman Fernandez, biógrafo de Bill Aucoin (lendário empresário do KISS), decidiu encerrar oficialmente o caso.

Em uma carta datada de 2 de maio, Fernandez declarou a antiga notificação nula e sem efeito, concedendo a Matt Cameron um perdão oficial pela infração juvenil.

“Caso encerrado” — agora oficialmente

Cameron compartilhou a carta em suas redes sociais, agradecendo o gesto e classificando o documento como um “presente incrivelmente atencioso”, encerrando o post com um definitivo “CASO ENCERRADO”. O pacote ainda incluía um cartão da Aucoin Management e alguns brindes — porque até perdão no rock vem com merchandising.

Moral da história? No rock, até uma banda cover de colégio pode gerar uma treta histórica… e um final feliz 50 anos depois.

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