Mesmo debilitado por conta do Parkinson, Ozzy Osbourne demonstrou felicidade com sua última apresentação ao vivo
Segundo uma reportagem do jornal britânico The Sun desta quarta-feira (23), a performance de Ozzy Osbourne no início deste mês em Birmingham acelerou o avanço do Parkinson que acometia o cantor e contribuiu para a rápida deterioração de sua saúde.
Realizado no Villa Park com atmosfera de celebração e despedida, reuniu nomes de peso do rock mundial, como Steven Tyler da banda Aerosmith, as bandas Slayer, Guns n’ Roses, Alice in Chains, Metallica e outras. Com mais de 40 mil pessoas presentes e uma audiência milionária online, o evento também entrou para a história como show beneficente de maior arrecadação já realizado, superando a marca de 200 milhões de dólares.
Apesar do impacto emocional positivo, a exigência física do show teria sido grande demais para o Príncipe das Trevas, que, segundo amigos próximos ouvidos pelo The Sun, não conseguia mais permanecer de pé por um longo período após a apresentação. “Ninguém previu a rapidez com que ele faleceu. Mas embora tenha sido um choque, sinto gratidão por todos poderem estar juntos”, disse um amigo próximo, que preferiu não se identificar.
Mesmo debilitado, Ozzy não demonstrou arrependimento. Ao contrário: considerou o show como a “melhor coisa que ele já tinha feito”, expressão que teria usado várias vezes em conversas privadas nos dias seguintes. O cantor morreu em casa, 17 dias após o evento, ele estava com 76 anos e cercado por sua família, conforme comunicado oficial divulgado nas redes sociais.
Em sua cidade natal, Birmingham, a comoção se transformou em uma onda de homenagens. A Prefeitura analisa diversas propostas, entre elas a criação de uma estátua em sua memória e até mesmo a renomeação do aeroporto internacional da cidade, que passaria a se chamar Aeroporto Ozzy Osbourne, em alusão ao Aeroporto John Lennon, e Liverpool. Há ainda quem defenda que o funeral do artista seja tratado como um evento de Estado.
Por Frederico Caranguejo




