Ícone absoluto do rock alternativo dos anos 90, a baixista Melissa Auf der Maur relembrou recentemente como sua passagem pelo The Smashing Pumpkins transformou sua carreira.
Conhecida também por sua trajetória no Hole, a musicista revisita essa fase intensa no livro Even the Good Girls Will Cry: My 90s Rock Memoir, onde conta bastidores da cena alternativa que explodiu nos anos 1990.

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Quando tudo começou: shows para 20 pessoas
Em entrevista recente à revista Bass Player, Melissa Auf der Maur contou que sua ligação com aquela geração do rock começou de forma quase profética.
Em 1991, ela trabalhava vendendo ingressos para shows quando assistiu apresentações de The Smashing Pumpkins e Hole para plateias minúsculas.
Mesmo assim, a futura baixista sentiu que algo enorme estava acontecendo.
Segundo ela, aquele momento marcou o início de sua jornada musical.
Foi ali que decidiu pegar um baixo e entrar de cabeça no movimento que estava mudando o rock para sua geração.
De banda iniciante ao convite para o Hole
Pouco tempo depois, Melissa formou a banda Tinker, que chegou a abrir um show do The Smashing Pumpkins.
Foi nesse período que ela conheceu Billy Corgan, líder da banda.
A conexão acabou mudando o rumo da carreira da baixista. Corgan recomendou Melissa para Courtney Love, que procurava uma nova integrante após a morte da baixista Kristen Pfaff.
Inicialmente, Melissa hesitou em aceitar o convite por causa das circunstâncias da tragédia. Mas depois decidiu seguir em frente.
Assim começou sua jornada no Hole, participando da turnê do álbum Live Through This e da criação do clássico Celebrity Skin.
A virada com o Smashing Pumpkins
No final da década de 90, Melissa decidiu deixar o Hole para explorar novos caminhos.
O destino, porém, tinha outra surpresa guardada.
Na mesma semana de sua saída, a baixista D’arcy Wretzky deixou o The Smashing Pumpkins.
E Billy Corgan imediatamente lembrou de Melissa.
Ela foi convidada para integrar a banda durante a fase final do álbum Machina/The Machines of God e participou da turnê mundial da época.
Embora não tenha gravado o disco, Melissa aparece em materiais promocionais e no clipe da música The Everlasting Gaze.
“Foi ali que virei uma baixista de verdade”
Apesar da passagem relativamente curta, a experiência foi decisiva para sua evolução musical.
Segundo Melissa Auf der Maur, aprender o repertório da banda e tocar 183 shows ao lado daqueles músicos mudou completamente sua forma de tocar.
Ela afirma que aquele período elevou seu nível como instrumentista, ampliando sua visão sobre técnica, composição e performance.
A experiência também influenciou diretamente seus projetos posteriores, incluindo seus álbuns solo Auf der Maur e Out of Our Minds.
Novo projeto com Courtney Love pode surgir
Depois de alguns projetos ao longo dos anos, Melissa parece estar se preparando para reconectar com o passado.
Segundo rumores recentes, a baixista estaria pronta para reunir forças novamente com Courtney Love em um projeto ainda cercado de mistério.
Se a parceria realmente acontecer, fãs da era dourada do rock alternativo dos anos 90 podem ter motivos para comemorar.



