Os fãs do The Cure acabam de ganhar um presente daqueles que fazem o coração bater fora do compasso. A banda inglesa disponibilizou pela primeira vez nas plataformas digitais a mixagem de 1986 de “Boys Don’t Cry”, celebrando os 40 anos de uma das músicas mais emblemáticas de sua carreira.
Lançada originalmente como single no Reino Unido em 1979, a faixa ganhou vida própria e, no ano seguinte, virou título do primeiro álbum do The Cure lançado nos Estados Unidos, cuja seleção de músicas era baseada no disco de estreia “Three Imaginary Boys”.

Imagem: Reprodução
De single tímido a hino global
Embora já fosse querida pelos fãs desde o início, “Boys Don’t Cry” alcançou um novo patamar internacional em 1986, quando Robert Smith decidiu revisitar a canção. Na época, o vocalista regravou os vocais e remixou a base instrumental, dando mais corpo emocional à música — sem perder sua identidade melancólica e direta.
Essa versão foi criada especialmente para divulgar a coletânea “Staring At The Sea – The Singles”, um verdadeiro mapa da evolução sonora da banda.
Robert Smith explica o porquê da nova versão
Em declaração oficial, Robert Smith contou o que o levou a voltar à música anos depois:
“Eu regravei a música em 1986 porque achei que poderia fazer algo a mais com ela. Sentia que estava melhorando como cantor, ganhando mais confiança. Mesmo sem mudar muito a melodia ou o fraseado vocal, eu sabia que poderia colocar mais tom e emoção.”
Tradução: a mesma dor existencial, só que com mais segurança — e ainda mais impacto.
Do vinil ao streaming, 40 anos depois
Na época, a faixa saiu em vinil de 7 polegadas com o título “Boys Don’t Cry (New Voice – New Mix)”. Agora, quatro décadas depois, ela retorna oficialmente como “Boys Don’t Cry (86 Mix)”, marcando sua estreia no formato digital.
É a primeira vez em 40 anos que essa versão específica ganha um relançamento oficial — agora ao alcance de um clique.
Clássico eterno, versão definitiva?
Com esse lançamento, o The Cure não apenas celebra sua história, mas também reforça como pequenas mudanças podem transformar uma música já clássica em algo ainda mais atemporal. Para fãs antigos, é reencontro. Para novos ouvintes, é uma aula de como o pós-punk também sabe amadurecer.
O choro pode até ser contido, mas o impacto segue intacto.



