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Supertramp turbina coleção em vinil com relançamento de dois clássicos oitentistas

Os fãs de Supertramp já podem preparar a vitrola: a banda anunciou mais dois títulos na sua série caprichada de reedições em vinil. Entram na lista os discos ‘Brother Where You Bound’ (1985) e ‘Free As A Bird’ (1987) — dois capítulos importantes da fase oitentista do grupo.

E não é relançamento qualquer. Os áudios foram retrabalhados nos icônicos Abbey Road Studios, sob o comando de Miles Showell, especialista no corte half-speed master — técnica que entrega mais definição e qualidade sonora. Tudo isso prensado em vinil preto de 180 gramas, daquele tipo que faz qualquer colecionador sorrir.

IBAGEM VINYL

Imagem: Reprodução

O álbum ‘Brother Where You Bound’ marcou uma virada na história do Supertramp, sendo o primeiro após a saída de Roger Hodgson. Mesmo assim, o disco segurou a bronca com o hit “Cannonball”, que chegou ao Top 30 e ajudou o álbum a alcançar o 20º lugar tanto na Billboard 200 quanto nas paradas britânicas.

‘Free As A Bird’ veio com mudança de rota sem medo: mais synth, mais groove e uma pegada mais próxima do dance da época, deixando um pouco de lado o rock progressivo clássico da banda. O trabalho também apresentou Mark Hart, que depois viraria membro fixo nos anos 90. Nos destaques, “I’m Beggin’ You”, que dominou a parada US Dance Club Songs, e a faixa-título “Free As A Bird”.

Esses relançamentos chegam somando forças com outras reedições recentes de peso, como ‘Even In The Quietest Moments…’ (1977), ‘Breakfast in America’ (1979), ‘Famous Last Words…’ (1982), além de ‘Crime of the Century’ (1974) e ‘Crisis? What Crisis?’ (1975) — todas supervisionadas pela banda ao lado do coprodutor Ken Scott.

A novidade também carrega um clima mais emocional. O anúncio vem poucos meses após a morte de Rick Davies, fundador, vocalista e cérebro criativo do Supertramp, que faleceu aos 81 anos após uma longa batalha contra mieloma múltiplo.

Entre nostalgia, qualidade sonora e respeito à história, o Supertramp mostra que clássico de verdade não envelhece — só ganha novas versões pra continuar rodando sem parar.