Depois de anos dizendo que Rush não existiria sem Neil Peart, o baixista Geddy Lee resolveu abrir o jogo — e com aquele jeitão direto, sem solo enrolado.
O músico explicou por que ele e Alex Lifeson decidiram subir ao palco usando o nome da banda mesmo após a perda do lendário baterista.

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“Vamos tocar 40 músicas do Rush… qual seria o nome?”
Segundo Geddy Lee, a lógica falou mais alto que qualquer nostalgia. A dupla até tentou resistir à ideia, mas chegou uma hora em que ficou impossível fugir da própria identidade.
“Quando tudo acabou, dissemos que só seria Rush com o Neil — e isso continua sendo verdade. Mas se vamos tocar quarenta músicas do Rush em cinco shows… como vamos chamar isso? Iron Maiden?”, ironizou.
A resposta veio no volume máximo: assumir quem eles sempre foram.
Respeito ao passado, sem negar o presente
Lee admitiu que ele e Lifeson seguraram o máximo que puderam antes de tomar essa decisão. No fim, prevaleceu a essência construída ao longo de mais de cinco décadas de estrada.
“Vamos ser quem somos”, resumiu.
E isso inclui honrar o legado de Neil Peart, peça fundamental na história da banda.
Nova fase com nova formação
A turnê “Fifty Something” começa em junho e marca essa nova etapa do Rush. No kit de bateria, quem assume é Anika Nilles, enquanto Loren Gold entra nos teclados.
Mesmo com o retorno, o clima não é de simples revival — é de respeito.
Tocar sem Neil ainda soa estranho
O próprio Geddy Lee reconheceu: vai ser esquisito tocar certos clássicos sem Peart. Mas há um fator que pesa — e muito.
A família do baterista deu sua bênção para que o projeto acontecesse, o que ajudou a banda a seguir em frente sem aquele peso na consciência.
Entre legado e futuro
No fim das contas, o Rush volta não como uma tentativa de substituir o passado, mas como uma forma de manter a chama acesa.
Porque quando a história é gigante, o nome também é. E nesse caso, desligar o “Rush” do próprio som seria praticamente impossível.




