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Roxette revela que seu maior hino nasceu como música de Natal

Um dos maiores clássicos do Roxette quase passou a vida inteira restrito às festas de fim de ano. Em entrevista recente ao The Guardian, Per Gessle, cérebro criativo e guitarrista da banda sueca, relembrou a origem curiosa de “It Must Have Been Love” e fez questão de quebrar um mito: a faixa nunca foi pensada como uma power ballad cheia de exageros.

Segundo Gessle, o impacto da música não vem de arranjos grandiosos, mas da interpretação única de Marie Fredriksson. “Não precisava de orquestra nem de grandes acordes. Tudo está na voz da Marie”, resumiu, com aquela sinceridade típica de quem sabe que tem um clássico nas mãos.

IBAGEM ROXETTE

Imagem: Reprodução

De canção natalina a hino mundial

O que muita gente desconhece é que a música nasceu em 1987, como uma canção de Natal feita exclusivamente para a Suécia. Atendendo a um pedido da gravadora, Gessle incluiu uma menção direta ao Natal no segundo verso, batizando a versão original de “It Must Have Been Love (Christmas for the Broken Hearted)”, lançada apenas no mercado sueco.

Sim, o hino das desilusões amorosas começou embalando corações partidos sob árvores de Natal.

Hollywood abriu a porta para o mundo

Tudo mudou quando a faixa foi convidada para integrar a trilha sonora de “Uma Linda Mulher”. A letra passou por pequenos ajustes, o arranjo ganhou novos detalhes e, de repente, o Roxette conquistou o planeta. A música virou um fenômeno global, atravessou décadas, gerações e hoje soma centenas de milhões de reproduções, sem nunca perder aquela melancolia elegante que arrepia até hoje.

Um clássico que emociona até hoje

O sucesso de “It Must Have Been Love” também carrega um peso emocional. Marie Fredriksson, a voz que deu alma definitiva à canção, morreu em 2019. Ainda assim, como lembra Per Gessle, toda vez que a música toca — especialmente no Natal — Marie continua presente.

É uma canção sobre amor, despedida e aquela tristeza silenciosa que só o fim de ano e o bom rock sabem traduzir. E prova de que, às vezes, os maiores clássicos nascem de onde ninguém espera.