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Roger Waters e filho anunciam turnê “Legacy” para celebrar a era dourada do Pink Floyd

O sobrenome Waters vai voltar a circular pelos palcos em grande estilo. Roger Waters e seu filho, Harry Waters, anunciaram a criação da turnê “Roger Waters Presents Legacy – A Pink Floyd Show”, uma superprodução dedicada à fase mais emblemática do Pink Floyd.

O projeto foi anunciado pela AEG Presents e pela Icon Live e terá Roger Waters na direção criativa, enquanto Harry Waters assume a liderança da banda responsável por levar o espetáculo para a estrada.

A turnê começa em 15 de fevereiro de 2027 e tem planos ambiciosos: passar por mais de 100 cidades da América do Norte e da Europa.

Ou seja, se você gosta de Pink Floyd, já pode começar a separar duas coisas: dinheiro e tempo. Porque a turnê promete ser gigantesca.

IBAGEM HARRY ROGERS

Imagem: Getty Images

Pink Floyd dos anos 70 volta aos palcos em uma superprodução

O espetáculo será concentrado na chamada era de ouro do Pink Floyd, período entre 1971 e 1979, quando a banda lançou alguns dos discos mais importantes de sua história.

O repertório terá mais de duas horas e vai revisitar trabalhos como The Dark Side Of The Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall.

A produção contará com uma banda de dez músicos, além de uma estrutura visual criada sob a orientação da equipe de Roger Waters.

E aqui entra um dos grandes atrativos da apresentação.

O palco terá enormes telões de LED em alta definição, exibindo uma retrospectiva de imagens e recriando elementos visuais associados às produções do Pink Floyd durante o período em que Waters era uma das principais forças criativas da banda.

Em outras palavras: não será apenas um show para ouvir Pink Floyd. A ideia é transformar o negócio em uma experiência audiovisual completa.

Harry Waters: Pink Floyd faz parte da vida desde a infância

Para Harry Waters, a conexão com esse repertório é literalmente de família.

O músico será o diretor musical da turnê e também ficará responsável por piano, órgão B3 e vocais.

A relação dele com a obra do pai começou muito antes de qualquer palco. Ainda criança, Harry teve sua voz registrada na introdução de “Goodbye Blue Sky”, faixa de The Wall.

Anos depois, passou mais de 15 anos tocando ao lado de Roger Waters em grandes turnês internacionais, incluindo as apresentações do Desert Trip, em 2016.

Harry conta que se apaixonou pela música desde cedo e que essa relação não existe apenas por ser filho de Roger.

“Eu me apaixonei pela música imediatamente. Isso realmente teve um impacto em mim, independentemente de qualquer viés por ser a música do meu pai.”

Agora, ele encara uma nova missão: levar esse repertório para uma nova geração de fãs.

“Colaborar com ele nesta nova produção é uma honra, e sou muito grato por ter a oportunidade de levar essa música para fãs antigos e novos em todo o mundo.”

A missão é tocar Pink Floyd nota por nota

Se existe uma palavra que parece definir a proposta de Legacy, é fidelidade.

Harry e o baterista Graham Broad trabalharam juntos na montagem de um repertório com mais de duas horas de duração, buscando reproduzir as gravações originais com o máximo de precisão possível.

A ideia é recriar os arranjos de maneira extremamente fiel, praticamente nota por nota.

Portanto, não espere uma versão “vamos improvisar e ver no que dá”. O objetivo é justamente fazer o público viajar para o universo sonoro dos discos clássicos do Pink Floyd.

Mais de 3 mil candidatos disputaram os vocais

Encontrar alguém para assumir as partes vocais originalmente cantadas por Roger Waters também não foi exatamente uma tarefa simples.

A produção realizou uma audição global online, que recebeu inscrições de músicos de diversas partes do mundo.

Harry ouviu pessoalmente mais de 3 mil candidatos até chegar ao nome escolhido: Clifton David Broadbridge.

O vocalista canadense, atualmente radicado em Nashville, garantiu sua vaga depois de passar também por uma audição presencial.

Ou seja, não bastava mandar um vídeo cantando “Comfortably Numb” e esperar o telefone tocar. A concorrência foi pesada.

Quem está na banda de “Legacy”?

Além de Harry Waters, Graham Broad e Clifton David Broadbridge, a formação reúne outros músicos experientes:

  • Edo Scordo — guitarra e vocais;
  • Antonello Pudva — guitarra;
  • Dahniel Knight — baixo e vocais de apoio;
  • Ryan Saranich — saxofone, percussão, guitarra adicional e teclados;
  • Matt Riddle — teclados;
  • Eva Avila — vocais de apoio;
  • Genevieve Little — vocais de apoio.

O grupo foi montado para reproduzir não apenas as músicas, mas também a dimensão sonora e visual característica das grandes apresentações associadas ao universo do Pink Floyd.

Turnê começa em fevereiro de 2027

A primeira apresentação de “Roger Waters Presents Legacy – A Pink Floyd Show” está marcada para 15 de fevereiro de 2027.

A produção prevê mais de 100 cidades na América do Norte e na Europa.

Os ingressos para as datas norte-americanas entram em venda geral a partir de 2 de outubro.

Já as apresentações na Europa ainda terão suas datas divulgadas posteriormente.

Para quem cresceu ouvindo Pink Floyd, a proposta tem um ingrediente especialmente curioso: parte da história criada por Roger Waters agora será levada aos palcos por seu próprio filho.

E se a promessa de reproduzir os clássicos com precisão for cumprida, o público terá mais uma oportunidade de mergulhar em The Dark Side Of The Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall — desta vez com Harry Waters no comando musical.