O Slipknot está preparando uma nova dose de caos sonoro! O baterista brasileiro Eloy Casagrande, de 35 anos, confirmou que a banda está mergulhada no estúdio trabalhando no sucessor de The End, So Far, lançado em 2022. Em entrevista recente à emissora colombiana Radiónica, o músico revelou que o grupo está registrando “muitas e muitas músicas” e atravessa uma fase criativa bastante espontânea.
A ideia, segundo Eloy, é deixar as preocupações comerciais do lado de fora e concentrar energia naquilo que realmente importa: fazer música com identidade própria.
“Estamos fazendo música de verdade. Não estamos pensando em negócios. Não estamos pensando se as pessoas vão gostar ou não. Estamos fazendo o que acreditamos ser o certo”, declarou o baterista.
Traduzindo para o idioma do metal: nada de tentar adivinhar o que vai bombar nas playlists. A prioridade é criar som pesado e seguir a própria visão artística.

Imagem: Ethan Miller / Getty Images
Eloy Casagrande não precisa ser o novo Joey Jordison
Assumir o posto de baterista do Slipknot depois da saída de Jay Weinberg e ocupar uma função que já foi de Joey Jordison, um dos integrantes mais emblemáticos da história do grupo, não é exatamente uma missão tranquila. Mas Eloy explicou que nunca houve a expectativa de simplesmente copiar o estilo do saudoso músico.
Desde o começo, o percussionista e cofundador M. Shawn “Clown” Crahan deixou claro que o brasileiro deveria apostar na própria personalidade, priorizando energia, atitude e novas ideias em vez de tentar reproduzir cada detalhe das gravações antigas.
“Eles não querem outro Joey na banda. Deixaram isso muito claro desde o primeiro dia”, contou Casagrande. “Eles querem que eu seja eu mesmo. Queriam alguém com personalidade que pudesse trazer novas ideias.”
A mensagem foi direta: nada de entrar na banda para ser uma cópia de alguém. O objetivo é contribuir para a próxima fase do Slipknot com sua própria identidade musical.
O tempero brasileiro também está entrando no som da banda
Eloy não deixou suas raízes brasileiras do lado de fora do estúdio. Pelo contrário: sua bagagem rítmica vem aparecendo naturalmente até nas passagens mais extremas do repertório.
O baterista relembrou, com bom humor, que Clown chegou a alertá-lo durante os primeiros ensaios de que, apesar de toda a influência brasileira, o Slipknot era uma banda pesada.
Com o tempo, a situação mudou. Hoje, segundo Eloy, o próprio Clown incentiva a presença de elementos brasileiros nas novas gravações.
“Mesmo quando estou tocando metal extremo ou death metal, é impossível não trazer essa influência”, explicou. “Eu ainda tenho aquele groove, o tempero brasileiro por trás, e isso é algo de que não consigo me livrar.”
Ou seja: pode ter máscara assustadora, bateria ensurdecedora e guitarra afinada para derrubar paredes, mas o balanço brasileiro continua firme no DNA de Eloy.
“Arsenal” não indica o caminho do próximo álbum
O trabalho no novo disco ganha força após o lançamento de “Arsenal”, em setembro de 2026. A faixa marcou a estreia do Slipknot por seu próprio selo, o (sic)est Records, e dividiu opiniões entre os fãs por apresentar uma abordagem mais direta.
Mas quem esperava encontrar a música no próximo álbum pode tirar o single da lista de apostas. O guitarrista Jim Root já esclareceu publicamente que “Arsenal” não fará parte do disco e não representa a direção sonora do material inédito que a banda está desenvolvendo.
A informação reforça que o grupo pretende explorar outros caminhos nas gravações atuais. Ainda não há detalhes completos sobre o repertório, mas Eloy deixou claro que existe bastante material sendo trabalhado.
Slipknot prepara turnê gigantesca para 2027
Enquanto o novo álbum toma forma, a banda também se prepara para uma das maiores excursões de sua trajetória. A “(Sic)est Stadium Tour” está prevista para percorrer estádios ao redor do mundo em 2027.
A abertura da turnê está marcada para 3 de julho, no estádio de Wembley, em Londres, com participações de Marilyn Manson, Lorna Shore e Hatebreed.
Depois, o Slipknot seguirá pela América do Norte ao lado do Bring Me the Horizon, com outros convidados participando de diferentes etapas da excursão. Em setembro, a turnê deve chegar à América do Sul, com cinco apresentações previstas.
Por enquanto, os detalhes completos dos shows sul-americanos ainda não foram apresentados no texto divulgado. Mas a combinação de um novo álbum em produção e uma turnê de estádios promete manter os fãs do metal em estado de alerta.
Se depender de Eloy Casagrande, o próximo capítulo do Slipknot não será uma tentativa de repetir o passado. A banda quer criar algo próprio — e, pelo visto, o brasileiro está pronto para colocar ainda mais personalidade nessa máquina de peso.



