Se a fase é turbulenta, a resposta é simples: mais explosão, mais parkour e mais franquia de peso. A Ubisoft confirmou oficialmente que está trabalhando em dois novos Far Cry e em “vários” capítulos de Assassin’s Creed.
A revelação veio direto do chefão Yves Guillemot, em entrevista à Variety. Em resumo? A empresa vai jogar seguro e confiar nas suas marcas mais poderosas para atravessar o momento delicado.

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Far Cry em dose dupla: tradicional + tiro raiz nervoso
Segundo Guillemot, os novos Far Cry já têm codinomes internos: “Blackbird” e “Maverick”.
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Blackbird: a experiência clássica, focada em campanha single player, mundo aberto, vilão carismático e caos controlado.
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Maverick: um shooter de extração, mirando forte no multiplayer competitivo.
Ou seja, a ideia é agradar tanto quem curte história solo quanto quem prefere adrenalina online.
Assassin’s Creed não vai tirar férias
Além de Far Cry, a empresa também confirmou que prepara “vários” novos capítulos de Assassin’s Creed. Nada de descanso para os assassinos de capuz.
A estratégia é clara: fortalecer o que já funciona enquanto a companhia reorganiza a casa.
Reestruturação pesada e corte de US$ 200 milhões
A atual reformulação da Ubisoft faz parte de um plano de três anos que deve definir o futuro da empresa. Guillemot explicou que a nova estrutura baseada em “Casas Criativas” busca dar mais eficiência às equipes — e sim, o processo incluiu diversas demissões.
A meta? Reduzir em mais de US$ 200 milhões os custos operacionais anuais.
Rock n’ roll corporativo não é tão glamouroso quanto parece.
Tencent entra no jogo
O CEO também destacou que o apoio da Tencent não se resume a dinheiro em caixa. A parceria deve abrir portas importantes no mercado chinês.
A ideia é expandir franquias como Rainbow Six dentro da China, aproveitando o conhecimento estratégico da gigante asiática.
Pressão interna e empresa “familiar”
Guillemot comentou ainda sobre pressões de sindicatos que pedem sua saída do cargo. Ele afirmou estar disposto a ouvir mais os funcionários e aumentar a transparência.
Sobre a nomeação de seu filho, Charlie Guillemot, como chefe da Vantage Studios, o executivo foi direto: chamou a Ubisoft de “empresa familiar” e disse que a escolha levou em conta “habilidades, histórico e adaptação ao papel”.
O recado é claro
Entre cortes, reestruturação e pressão interna, a Ubisoft decidiu subir o volume e apostar no que tem de mais forte: suas franquias históricas.
Se o plano vai funcionar? Só o tempo — e os jogadores — dirão.
Mas uma coisa é certa: Assassin’s Creed e Far Cry ainda são as guitarras principais desse show.




