A Steam, maior loja de games para PC do planeta, virou assunto fora do mundo gamer — e desta vez o palco é uma investigação federal. O FBI abriu um caso para apurar como algumas páginas de jogos da plataforma foram usadas para espalhar malware.
Importante: o alvo da investigação não é a operação comercial da plataforma, administrada pela Valve, mas sim um possível esquema de cibercrime que usou jogos como porta de entrada para golpes digitais.

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Jogos pareciam normais… até o malware entrar em cena
Segundo a investigação, os títulos analisados se comportavam como jogos comuns à primeira vista.
Muitos foram lançados normalmente na loja da Steam, sem qualquer ameaça aparente. O problema surgiu depois, quando atualizações (patches) passaram a incluir arquivos maliciosos.
Em um dos casos investigados, um trojan foi inserido em uma versão usada para playtest, liberada apenas para jogadores que se inscreveram voluntariamente para testar o game.
FBI liga ataques a esquema envolvendo criptomoedas
De acordo com a divisão de cibersegurança do FBI, os casos não são incidentes isolados.
A suspeita é de que os jogos façam parte de um esquema maior de golpes digitais, possivelmente relacionado a fraudes com criptomoedas.
Entre os títulos citados na investigação estão:
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BlockBlasters
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Chemia
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Dashverse
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Lampy
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Lunara
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PirateFi
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Tokenova
Assim que as primeiras denúncias apareceram, a Valve agiu rápido e removeu os jogos da loja.
Um jogo com 7 jogadores causou prejuízo de US$ 150 mil
Um dos casos mais curiosos envolve o game BlockBlasters.
Mesmo tendo menos de 7 jogadores simultâneos na plataforma, o título foi usado para roubar cerca de US$ 150 mil em criptomoedas de uma vítima, segundo o FBI.
Para os investigadores, isso mostra que o esquema pode ser muito maior do que parece.
A própria agência explicou que os criminosos operam dentro de um sistema digital complexo:
“Os responsáveis atuam em um ecossistema envolvendo desenvolvedores, afiliados e fornecedores de serviços que mudam constantemente suas táticas.”
Investigação ainda tem muitas peças faltando
Boa parte das informações do caso segue sob sigilo, o que limita os detalhes divulgados até agora.
Mesmo assim, o FBI afirma que o grupo investigado atuou dentro da Steam entre maio de 2024 e janeiro de 2026.
A agência também pediu colaboração do público, solicitando que jogadores ou pessoas afetadas por malware entrem em contato caso tenham informações relevantes.
Enquanto isso, fica o alerta para a comunidade gamer: até na maior loja de jogos do planeta, vale sempre ficar de olho antes de clicar em “instalar”.




