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Rock Geek: PlayStation pode pisar no freio e reduzir lançamentos single player no PC

A política da Sony de levar exclusivos do PlayStation para o PC pode estar com os dias contados — ao menos no que diz respeito aos jogos single player.

A informação veio de Jason Schreier, jornalista da Bloomberg, durante o podcast Triple Click. Segundo ele, a empresa japonesa pode continuar apostando em títulos como serviço e experiências multiplayer tanto no PlayStation 5 quanto no PC, mas deve restringir mais seus grandes épicos solo aos consoles.

IBAGEM PUREISTEICHON

Imagem: Reprodução


Marvel’s Wolverine pode ser o primeiro teste

Schreier citou como exemplo Marvel’s Wolverine, desenvolvido pela Insomniac Games, previsto para chegar ao PS5 em setembro. Segundo o jornalista, não seria surpresa se o título nunca ganhasse versão para computadores.

A possível mensagem seria clara: quer jogar os grandes exclusivos narrativos? Então precisa de um PlayStation — pelo menos por um bom tempo.


Mudança não seria tão chocante assim

Apesar do burburinho, Schreier acredita que uma guinada estratégica não seria tão impactante quanto parece. Atualmente, a Sony já adota um intervalo de pelo menos um ano entre o lançamento de seus jogos single player no console e a chegada ao PC.

Ou seja, o movimento poderia ser apenas um endurecimento dessa política — ou até uma mudança mais radical.


E o futuro da Nixxes?

Nos fóruns como o ResetEra, fãs especulam que uma eventual retirada do foco em PC poderia afetar diretamente a Nixxes Software, estúdio adquirido em 2021 justamente para cuidar das adaptações para computadores. A empresa já trabalhou em projetos como o remaster de Horizon Zero Dawn.

Se a Sony realmente diminuir o ritmo dos ports, surge a pergunta: qual será o próximo passo para o estúdio?


Estratégia ou risco calculado?

Curiosamente, o ex-executivo Shuhei Yoshida já comparou a chegada dos jogos ao PC a “imprimir dinheiro”. Agora, o cenário indica que a empresa pode preferir reforçar o peso do ecossistema PlayStation em vez de ampliar sua presença multiplataforma.

No fim das contas, a decisão envolve mais do que números: é sobre identidade, exclusividade e aquele velho mantra do console como casa oficial dos grandes blockbusters single player. Resta saber se a Sony vai mesmo apertar esse botão — ou se tudo não passa de um ajuste fino na estratégia.