A Razer resolveu mexer direto com a nostalgia da velha guarda gamer — e também com o limite do cartão de crédito. O lendário Razer Boomslang, um dos primeiros mouses da história da marca, está oficialmente de volta. Só que agora, mais do que um periférico, ele chega como objeto de desejo para colecionadores.
O detalhe que faz muita gente engasgar no café: o preço. O novo Boomslang custa US$ 1.337, número nada aleatório e claramente inspirado no clássico termo gamer “leet” (1337). Na conversão direta, isso dá algo em torno de R$ 7.100, sem contar impostos, taxas ou o susto do banco.

Imagem: Reprodução
Nostalgia premium, com cara de vitrine
Diferente do modelo original de 1999 — que ajudou a moldar o mercado de periféricos gamer — essa edição comemorativa não quer apenas jogar bem. Ela quer aparecer.
O design ambidestro, que lembra a cabeça de uma cobra, foi preservado. Mas o acabamento ganhou um banho de extravagância:
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Carcaça verde esmeralda translúcida
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Iluminação RGB com oito zonas na base
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Botões principais revestidos em couro sintético (PU) — o que já levanta discussões sobre durabilidade em longas sessões de jogatina
É bonito? Muito. Prático? Aí já é outra história.
Por dentro, um verdadeiro monstro gamer
Apesar do visual retrô-futurista, o coração do Boomslang é pura tecnologia atual. A própria Razer confirma: ele herda praticamente tudo do DeathAdder V4 Pro.
Na ficha técnica, os números impressionam:
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Sensor óptico de até 45.000 DPI
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Polling rate de 8.000 Hz, para resposta quase instantânea
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Switches ópticos de quarta geração, com promessa de cliques rápidos e longa vida útil
Ou seja: se fosse para jogar sério, ele daria conta. Mas…
Não é mouse pra grindar ranked
A própria Razer deixa claro que este não é um mouse para ser usado como “daily driver”. Com apenas 1.337 unidades produzidas no mundo todo, o Boomslang vem acompanhado de:
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Case especial para exposição
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Dock de carregamento sem fio
O foco aqui é colecionismo, não suor competitivo. O uso de couro nos botões, por exemplo, não combina muito com mãos suadas, sujeira ou maratonas de jogatina. A marca até recomenda limpeza frequente, mas a real é simples: a maioria dessas unidades nunca vai ver uma partida ranqueada de verdade.
Luxo, nostalgia e um pouco de provocação
Para fãs de PC gaming, o retorno do Boomslang funciona como um lembrete curioso da evolução do mercado: saímos dos mouses de bolinha e poucos DPI para verdadeiros monstros sem fio de altíssima precisão.
Resta a pergunta que não quer calar:
vale pagar o preço de um setup inteiro por um mouse que provavelmente vai morar na estante?
Para alguns, é exagero. Para outros, é história gamer em forma de hardware. No fim das contas, o Boomslang volta exatamente como nasceu: icônico, polêmico e impossível de ignorar.



