Se a ideia era jogar em qualquer lugar, o bolso pode não acompanhar. O Lenovo Legion Go 2 sofreu um aumento pesado e agora está batendo na porta dos US$ 3.000, entrando numa zona onde já dá pra encarar PCs bem mais potentes.
Quando chegou ao mercado internacional no ano passado, o modelo com 1 TB de armazenamento e APU AMD Ryzen Z2 custava cerca de US$ 1.049. Já a versão com o chip Z2 Extreme saía por US$ 1.350. Agora, o cenário mudou completamente.

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IA, chips e caos global: o combo que inflacionou o preço
A escalada nos valores tem nome e sobrenome: pressão da indústria de inteligência artificial, disputa por semicondutores e instabilidades geopolíticas. Resultado? O mesmo dispositivo já aparece por cerca de US$ 2.000.
E segura essa: no próprio site da Lenovo, a versão turbinada com 2 TB está listada por US$ 2.849. Um salto de quase 92% em relação ao preço de lançamento. É o tipo de upgrade que dói mais no bolso do que no hardware.
Algumas lojas ainda seguram preços mais “baixos”, na faixa dos US$ 1.849, mas o estoque está evaporando. A tendência é clara: quando esses modelos acabarem, só deve sobrar a nova etiqueta salgada.
Preço de elite, performance em xeque
O problema não é nem o desempenho. O Legion Go 2 continua sendo um portátil respeitável, com destaque para o chip Z2 Extreme, que representa uma evolução sólida sobre a geração anterior.
Mas quando o preço encosta nos US$ 3 mil, a conversa muda. Nesse nível, ele começa a disputar espaço com máquinas baseadas na arquitetura Strix Halo, da própria AMD, que entregam muito mais força bruta.
Um exemplo é o OneXPlayer Apex, equipado com o processador Ryzen AI Max+ 395 e 48 GB de RAM, em pré-venda por cerca de US$ 2.299. Já a versão com 64 GB de RAM e 2 TB de SSD sai por US$ 2.799 — ainda abaixo do valor pedido pela Lenovo, mesmo oferecendo um conjunto mais potente.
Resumo do rolê
O Lenovo Legion Go 2 continua sendo uma máquina interessante, mas o novo preço coloca o portátil em uma posição complicada. Com valores tão altos, a disputa deixa de ser com outros consoles e passa a ser diretamente com PCs de alto desempenho.
E aí fica a pergunta: vale pagar quase US$ 3 mil por um portátil ou partir pra um setup mais bruto? No mundo do hardware, nem sempre mobilidade ganha do poder.




