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Rock Geek: Intel quer voltar ao jogo das memórias e aposta alto em nova tecnologia

A Intel pode estar se preparando para retornar ao mercado de memórias, justamente em um dos momentos mais quentes da indústria. Com a expansão acelerada da infraestrutura de IA atingindo seu auge em 2026, a demanda por DRAM disparou — e os preços foram junto no mesmo embalo.

O efeito dominó já é visível. Empresas como a Micron decidiram enxugar operações e até encerrar linhas tradicionais, como a marca Crucial, enquanto o mundo enfrenta um gargalo sério na cadeia global de suprimentos de memória. O recado é claro: falta chip, sobra demanda — e o mercado pede novos players.

IBAGEM INTEL MEMORY

Imagem: Reprodução


Z-Angle Memory: a nova cartada da Intel

É nesse cenário que surge o rumor mais barulhento do momento. A Intel estaria negociando uma parceria com a Saimemory, empresa ligada ao SoftBank, para desenvolver um novo padrão chamado Z-Angle Memory (ZAM).

A proposta seria ir além da DRAM tradicional, oferecendo uma alternativa com melhor escalabilidade e potencial para atender cargas pesadas de IA, data centers e computação de alto desempenho. Se confirmado, seria uma jogada ousada do time azul para voltar a um território que ele mesmo ajudou a construir décadas atrás.


Uma velha história com gosto de revanche

Essa não seria a primeira vez que a Intel aposta no segmento de memórias. Nos primórdios da empresa, a DRAM era parte central do negócio. Mas, em 1985, a companhia abandonou o mercado após perder espaço para fabricantes japoneses, que dominaram preços e produção em escala.

Quase 40 anos depois, o cenário mudou completamente. A explosão da IA generativa, a limitação de fornecedores globais e a dependência crescente de memória rápida criaram uma janela rara de oportunidade — e a Intel parece disposta a aproveitá-la.


NVIDIA no radar e impacto real em jogo

Para o ZAM realmente causar impacto, a Intel precisará convencer gigantes do setor a embarcar na ideia. Um nome surge naturalmente nesse radar: NVIDIA. As duas empresas já mantêm parcerias estratégicas, especialmente no ecossistema de data centers e aceleração de IA.

Se a nova tecnologia conseguir espaço em plataformas de líderes do mercado, o retorno da Intel ao jogo das memórias pode deixar de ser apenas nostálgico — e se tornar um movimento decisivo na próxima fase da computação.

Agora, resta saber se o Z-Angle Memory vai virar hit… ou apenas mais um demo promissor que nunca saiu do estúdio.