Era para ser upgrade, virou dor de cabeça. A nova versão de Final Fantasy VII para PC, lançada em 24 de fevereiro pela Square Enix, caiu como uma bomba entre usuários da Steam e do GOG.
A proposta parecia simples: alinhar o clássico às versões mais recentes de consoles. Na prática, porém, o relançamento trouxe bugs, limitações técnicas e problemas que simplesmente não existiam na edição de 2013.

Imagem: Reprodução
Aprovação despenca para 46%
O resultado foi imediato: uma enxurrada de reviews negativas. Na Steam, o RPG acumula apenas 46% de aprovação, bem abaixo dos 90% positivos registrados pela versão anterior — que, embora não esteja mais à venda, segue disponível na biblioteca de quem já havia comprado.
Entre as principais críticas está o desempenho. A edição de 2013 rodava a 15 FPS. A nova elevou o limite para 30 FPS, mas manteve animações antigas, gerando dessincronização de áudio. Um patch chegou a corrigir parte do problema, mas o estrago já estava feito.
Tela 4:3, falhas ao iniciar e pasta vazia
Outro ponto que incomodou jogadores foi a limitação do formato de imagem. O relançamento só permite proporção 4:3, algo que não era imposto na versão anterior.
E tem mais: muitos usuários relatam que o jogo simplesmente não inicia. Segundo avaliações publicadas na Steam, o executável fecha sozinho — ou nem chega a abrir — ao clicar em “Play”.
No lançamento, também surgiram casos curiosos (e frustrantes): após o download, o jogo aparecia apenas como uma pasta vazia. Em algumas situações, o conteúdo só era baixado de fato depois de tentar iniciar o título.
Visual borrado e reputação em risco
Para completar o combo, jogadores apontam que planos de fundo e cenas não interativas estão borrados, resultado de um upscale considerado mal executado.
Embora não esteja destacado na página oficial da Steam, o relançamento ficou sob responsabilidade da DotEmu. Agora, a expectativa é que a empresa acelere atualizações e correções para tentar recuperar a reputação de um dos RPGs mais cultuados da história.
No fim das contas, mexer com um clássico desse tamanho é como solar no meio do palco: se errar a nota, a plateia inteira percebe.



