Night City vai sair dos videogames e chegar aos cinemas! Adaptação da franquia da CD Projekt Red terá produção de Lorenzo di Bonaventura, conhecido por seu trabalho em Transformers; estreia ainda não tem data definida.
Prepare o implante cibernético, escolha sua melhor jaqueta futurista e fique de olho nas luzes de Night City: Cyberpunk 2077 vai ganhar um filme live-action produzido pela Paramount Pictures.
A adaptação levará para as telonas o universo de ficção científica criado pela CD Projekt Red, responsável pelo RPG lançado em 2020. A informação foi divulgada pela imprensa internacional, que também aponta Lorenzo di Bonaventura, produtor conhecido pela franquia Transformers, como responsável pelo projeto.
Por enquanto, ainda não existe uma data de estreia confirmada, nem foram divulgados detalhes sobre elenco, direção ou qual história será explorada no longa. Ou seja: ainda é cedo para saber quem vai encarar os perigos de Night City fora dos controles.
CD Projekt Red aposta alto na parceria com Hollywood

Imagem: Wikipedia
A adaptação já recebeu o sinal verde de entusiasmo da desenvolvedora. Michał Nowakowski, co-CEO da CD Projekt Red, afirmou que o estúdio está animado com a parceria com a Paramount e destacou que a companhia compartilha as ambições criativas da franquia Cyberpunk.
O executivo também adiantou que novas informações serão reveladas no momento adequado. Até lá, os fãs terão de controlar a ansiedade — uma missão complicada para quem já passou dezenas de horas explorando cada canto de Night City.
De lançamento problemático a mais de 40 milhões de cópias vendidas
A trajetória de Cyberpunk 2077 parece até roteiro de jogo: começou com turbulência, enfrentou uma enxurrada de críticas e, depois de atualizações e melhorias, conseguiu reconstruir sua reputação.
Apesar do lançamento conturbado em 2020, o RPG já ultrapassou a marca de 40 milhões de cópias vendidas, segundo anúncio recente da CD Projekt Red. O resultado consolidou o jogo como uma das principais propriedades da empresa.
Agora, a franquia amplia sua presença em outras mídias. Além do filme, o universo cyberpunk já ganhou uma adaptação em anime na Netflix, que conquistou público e crítica. Uma segunda temporada de Cyberpunk: Mercenários também está nos planos, com estreia prevista para breve, conforme as informações divulgadas.
Se a missão é expandir Night City para além dos games, a estratégia está funcionando. A cidade futurista está virando praticamente um destino turístico — só falta avisarem que os implantes tecnológicos não vêm incluídos no ingresso.
Cyberpunk 2 também está em desenvolvimento
Enquanto Hollywood prepara a adaptação, a CD Projekt Red trabalha na sequência de Cyberpunk 2077, conhecida até então como Cyberpunk 2.
De acordo com um relato recente do estúdio, 184 pessoas já estão dedicadas ao projeto. Ainda não há detalhes suficientes para cravar uma data de lançamento ou explicar como será a nova aventura.
A continuação é mais um sinal de que a empresa pretende investir no universo da franquia a longo prazo. Para os fãs, fica a expectativa de descobrir quais novidades vão expandir esse mundo — e se o próximo capítulo vai exigir ainda mais horas de sono sacrificadas diante da tela.
Paramount também mira outras franquias dos games
O anúncio de Cyberpunk 2077 chega em meio a mudanças importantes no cenário empresarial de Hollywood, após a conclusão da megafusão envolvendo a Paramount e a Warner Bros. Discovery, ligada à estrutura corporativa que passou a operar sob o nome Skydance.
A Paramount também tem outros projetos baseados em videogames no radar. Entre eles está um filme de Call of Duty, previsto para 2028, com roteiro associado a Taylor Sheridan, criador de Yellowstone.
Outra aposta é a adaptação de Street Fighter, que também está a caminho dos cinemas, com estreia indicada para os próximos dias no anúncio original.
Com jogos de grande alcance virando produções cinematográficas, Hollywood continua de olho no universo gamer. Agora, a missão da Paramount será transformar a atmosfera, a violência e as escolhas de Cyberpunk 2077 em uma experiência que funcione sem teclado, controle ou placa de vídeo de última geração.
E aí fica a pergunta que vale mais que muitos edinhos: será que Night City vai conquistar os cinemas com a mesma força que tomou conta dos videogames?



