O Queens of the Stone Age acaba de colocar mais um tijolo na construção de seu próximo álbum. A banda lançou “Where the Goth Girls At?”, terceiro single de Perfecth, nono álbum de estúdio do grupo, que chega ao público em 30 de outubro.
E, pelo jeito, o Queens resolveu procurar inspiração onde existe bastante delineador preto.
A música mistura riffs crus e minimalistas com um refrão explosivo, turbinado por arranjos de cordas e metais. A composição mergulha nas lembranças da juventude de Josh Homme, vivida em um subúrbio de Palm Desert, para falar de amor adolescente, nostalgia e aquela eterna vontade de impressionar os outros.

Imagem: Andreas Neumann
Josh Homme encontrou o amor adolescente na JCPenney
Homme explica que a inspiração veio de uma cena bastante específica: observar garotas góticas trabalhando no balcão da JCPenney e fazendo transformações no visual de senhoras mais velhas.
Foi aí que o músico percebeu que havia um lugar onde definitivamente queria estar: onde as garotas góticas estivessem.
Romance adolescente? Sim. Filosofia de vida? Talvez. Mas pelo menos rendeu um single do Queens of the Stone Age.
Clipe tem usina abandonada, tinta preta e garotas góticas
O videoclipe de “Where the Goth Girls At?” reúne novamente a banda com Christopher Gruse e Tony Wolski, diretores responsáveis pelo vídeo de “Easy Street”.
O elenco ainda conta com o comediante Steve Agee, a dançarina e artista Scarlett Kapella, a cantora e atriz Lou Lou Safran, além dos próprios integrantes do Queens of the Stone Age.
E claro: muita, mas muita tinta preta.
Com uma usina elétrica abandonada como cenário, as garotas góticas aparecem dominando o ambiente com autoridade e autoconfiança, transformando as pessoas que encontram em suas versões finais. É praticamente um salão de beleza gótico, só que com uma estética bem mais ameaçadora.
“Where the Goth Girls At?” fecha a trinca de singles
O novo lançamento chega depois de “Insignificant Other” e “Easy Street”, singles anteriores de Perfecth que receberam elogios de veículos internacionais como Uncut Magazine, CLASH, NME e DIY Magazine.
Com o álbum previsto para 30 de outubro, o Queens of the Stone Age vai revelando aos poucos a sonoridade de um trabalho que promete passear por diferentes lados do amor — inclusive aqueles que deixam cicatriz.
Perfecth transforma rachaduras em ouro
Produzido por Josh Homme e pelo integrante Michael Shuman, Perfecth foi concebido sob a influência do Kintsugi, tradicional técnica japonesa de reparação de cerâmica quebrada que utiliza ouro para preencher as rachaduras.
A ideia combina perfeitamente com o conceito do álbum: aquilo que foi quebrado pode ganhar uma nova beleza justamente por ter sido reparado.
O disco reflete uma evolução coletiva de Homme, Troy Van Leeuwen, Michael Shuman, Dean Fertita e Jon Theodore, resultado de um caminho que levou a banda a uma espécie de clareza conquistada na marra.
As nove faixas exploram diferentes formas de amor, passando por família, amizade e relacionamentos, além daqueles amores que praticamente deixam o sujeito em pedaços — e dos que aparecem depois para tentar juntar tudo novamente.
Um álbum feito de lugares, emoções e contradições
As músicas nasceram de sessões gravadas em diferentes locais, passando por Nova Orleans e Los Angeles.
O resultado, segundo o próprio Homme, é uma coleção de canções destemidas e sem fronteiras, mas também melancólicas, ameaçadoras, delicadas e estranhas.
“Cada música soa como se fosse de um mundo diferente”, explica o vocalista.
E isso não aconteceu por acaso. A proposta é justamente costurar diferentes emoções relacionadas a amor, luxúria, tolice e à sabedoria que pode surgir depois de viver tudo isso.
Se “Where the Goth Girls At?” é uma amostra do que vem por aí, Perfecth promete chegar com uma mistura bastante particular: guitarras, nostalgia, tinta preta, sentimentos complicados e, aparentemente, uma quantidade considerável de garotas góticas.



