O sempre controverso Gene Simmons voltou a causar barulho — e não foi com distorção de baixo. O vocalista e baixista do KISS entrou novamente no centro das atenções ao afirmar que a bateria não deveria ser considerada um instrumento musical. A fala surgiu quando Simmons comentou que Peter Criss, baterista original da banda, não teria composto a clássica balada “Beth”, mesmo aparecendo oficialmente nos créditos da música.

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A fala que acendeu o pavio
Em entrevista ao canal Professor of Rock, Simmons bancou a opinião sem piscar. Segundo ele, “por definição”, a bateria não é um instrumento, apesar de ser uma ferramenta de percussão essencial dentro de uma banda. Para Gene, o problema estaria na autoria:
“Você não pode tocar uma virada que possa ser registrada por direitos autorais. Já um riff, sim. Uma melodia e uma letra podem ser atribuídas a alguém”, disparou o músico.
Faz sentido? Nem todo mundo achou.
Peter Criss não deixa barato
Do outro lado do ringue, Peter Criss resolveu se posicionar. Em entrevista à Billboard, o baterista rebateu diretamente o ex-companheiro de KISS e defendeu tanto sua participação em “Beth” quanto o papel da bateria como instrumento musical de verdade.
Para Criss, a bateria não só é instrumento como é o coração rítmico de qualquer música que se preze.
“Eu toco um instrumento, sim. Toco bateria, que faz parte da família da percussão, um dos grupos de instrumentos musicais mais antigos que existem”, afirmou.
O coração que mantém o rock vivo
Criss ainda reforçou que a bateria é responsável por estrutura, andamento, energia e groove, além de ser a base que mantém todos os outros músicos sincronizados:
“A bateria fornece a marcação do tempo, cria a base da música e guia o groove em praticamente todos os gêneros. Rock, Pop, Jazz… sem bateria, nada disso funciona. Por definição.”
No fim das contas, a discussão está longe de acabar.
E aí: time Gene ou time Peter?



