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Pearl Jam na Sphere? Guitarrista brinca: “Somos meio mão de vaca”

A Sphere, em Las Vegas, é o tipo de lugar que faz qualquer show parecer uma viagem para outra dimensão. Com telões gigantescos, recursos audiovisuais imersivos e produções de cair o queixo, a arena voltou aos holofotes com a residência do Metallica. Mas será que o Pearl Jam também vai embarcar nessa aventura tecnológica? Pelo jeito, não vai ser tão fácil convencer a banda.

O guitarrista Mike McCready comentou a possibilidade durante uma entrevista com Andy Cohen, no programa Watch What Happens Live. Ele até demonstrou interesse em tocar no espaço, mas deixou escapar que o orçamento pode ser um baita obstáculo para tirar a ideia do papel.

“Eu toparia… [mas] não tenho certeza de que todo mundo da minha banda gostaria. Nós somos meio mão de vaca”, brincou o músico, arrancando risadas. Em seguida, completou que ficaria satisfeito com dois dias em Las Vegas.

Pelo visto, entre uma produção futurista milionária e alguns dias na cidade dos cassinos, o Pearl Jam pode preferir não estourar o cartão de crédito.

IBAGEM PEARL JAM

Imagem: Danny Clinch

O problema da Sphere vai muito além de plugar os instrumentos

A declaração de McCready faz sentido quando se considera o tamanho da operação necessária para montar um espetáculo na Sphere. Uma produção desse porte exige planejamento, conteúdo visual exclusivo e uma estrutura técnica muito diferente daquela encontrada em uma arena convencional.

Além disso, uma residência com várias apresentações pode ajudar a diluir os custos envolvidos. O problema é que esse formato aparentemente não empolga tanto o guitarrista, que não parece interessado em passar uma temporada inteira em Las Vegas.

E Mike não é o único integrante do Pearl Jam que já torceu o nariz para a possibilidade.

Em 2024, Stone Gossard, companheiro de banda de McCready, demonstrou uma resistência ainda maior à ideia, em declaração repercutida pela Consequence. O guitarrista não escondeu que preferia nem receber o convite.

“Não, Deus, de jeito nenhum [quero tocar lá]. Pessoalmente, assim que as pessoas começaram a falar sobre isso, pensei: ‘Por favor, não… não me peçam isso’”, afirmou.

Gossard também destacou as dificuldades técnicas de uma apresentação no local. Segundo ele, ouviu relatos de que existe muito trabalho envolvido na preparação do espetáculo e de que o retorno de áudio precisa funcionar perfeitamente para que os músicos consigam se ouvir no palco.

O guitarrista ainda ressaltou que a Sphere não é um espaço convencional em que basta chegar, plugar os instrumentos e perceber que tudo está soando bem. A experiência exige uma preparação específica, tanto na parte técnica quanto na produção do show.

Metallica na Sphere, Pearl Jam fora da jogada?

A residência do Metallica mostra como a arena pode transformar apresentações musicais em experiências audiovisuais gigantescas. Mas nem toda banda precisa entrar nessa onda para continuar fazendo história no rock.

No caso do Pearl Jam, as declarações de McCready e Gossard indicam que os custos, a complexidade técnica e o formato da produção pesam na discussão. Isso não significa necessariamente que a banda jamais vá tocar no local, mas também não dá motivos para esperar um anúncio tão cedo.

E convenhamos: com décadas de estrada, clássicos de sobra e shows que dispensam firulas para levantar uma multidão, o Pearl Jam não precisa de uma esfera gigante para provar sua força.

E você, gostaria de ver o Pearl Jam na Sphere ou acha que a banda combina mais com um palco tradicional, guitarras no talo e rock sem tanta pirotecnia?