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Pearl Jam entra em nova fase e Eddie Vedder quebra o silêncio

O Pearl Jam não está acabando. Mas também não está igual. Depois da saída de Matt Cameron em julho, encerrando 27 anos segurando as baquetas na linha de frente do grunge, Eddie Vedder finalmente falou sobre o futuro da banda — e foi direto ao ponto.

Em entrevista por Zoom à Rolling Stone, o vocalista resumiu a situação sem rodeios: “O Pearl Jam está em um momento de transição”. E ainda soltou um comentário afiado: “Achei isso bem conciso”.

Tradução livre? Não é só troca de integrante. É o fim da fase mais estável da história do grupo.

IBAGEM EDDIE VEDDER

Imagem: Reprodução


Novo baterista? Calma lá

Se alguém esperava anúncio surpresa ou nome bombástico já confirmado, pode tirar o pé do acelerador. Vedder deixou claro que não existe decisão individual.

Ao ser questionado sobre um possível novo baterista, respondeu com cautela: qualquer comunicado será feito coletivamente. “Precisaríamos ter uma conversa em grupo sobre o que gostaríamos de dizer”, afirmou.

Nada de spoiler fora de hora. O Pearl Jam resolve as coisas como banda — no volume máximo e em conjunto.


Nada de pausa: banda está “no laboratório”

Para quem acha que o grupo está parado, Vedder tratou de cortar o boato na raiz. Segundo ele, o Pearl Jam está “no laboratório, treinando pesado, animado”.

A vibe não é de crise. É de reinvenção. Há empolgação no ar e curiosidade sobre os novos caminhos que podem surgir.


Fim de uma era iniciada em 1998

A saída de Matt Cameron fecha um ciclo iniciado em 1998. O baterista ajudou a moldar a espinha dorsal rítmica da banda por quase três décadas, atravessando álbuns e turnês até o recente “Dark Matter”.

Agora, com a bateria — peça central no som do grupo — prestes a ganhar nova identidade, o Pearl Jam encara o futuro sem saudosismo exagerado.

O pulso pode mudar. A essência, não.

Se é transição, que venha alta, distorcida e com espírito de garagem. Afinal, estamos falando de Pearl Jam.