Enquanto boa parte da internet disputa likes, trends e dancinhas de 15 segundos, Paul McCartney parece continuar vivendo em outro planeta — provavelmente um onde talento musical ainda vale mais do que algoritmo.
Durante participação no podcast The Rest Is Entertainment, o eterno ex-The Beatles comentou com sinceridade — e uma boa dose de humor britânico — sobre a cultura dos influenciadores digitais e a explosão de celebridades criadas pelas redes sociais.

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“Bilhões de visualizações… mas fazendo exatamente o quê?”
Sem esconder o estranhamento, Macca afirmou que acha curioso ver pessoas extremamente famosas mesmo sem aparentarem possuir algum talento específico.
Segundo o músico, é difícil compreender completamente como funciona o universo atual da fama digital, onde números gigantescos de acessos transformam desconhecidos em fenômenos globais praticamente da noite para o dia.
Paul comentou que acaba tendo contato com esse universo principalmente quando sua esposa navega pelo Instagram perto dele — uma situação que provavelmente já gerou mais choque cultural do que um encontro entre vinil dos anos 60 e TikTok acelerado em 2x.
Paul admite: “isso me faz soar velho… porque eu sou”
Aos 83 anos, o artista também mostrou consciência de que seu discurso pode parecer bastante “old school”. Em tom descontraído, McCartney brincou dizendo que precisa tomar cuidado ao comentar esse tipo de assunto justamente porque acaba soando como alguém de outra geração.
E convenhamos: ouvir uma lenda viva do rock tentando entender a lógica da internet moderna provavelmente é uma das cenas mais curiosas da cultura pop atual.
De um lado, um homem que ajudou a revolucionar a música mundial com The Beatles.
Do outro, vídeos virais de gente abrindo embalagem de produto durante 40 segundos.
Novo álbum de Paul revisita infância em Liverpool
As declarações chegam em um momento importante da carreira do músico. No próximo dia 29 de maio, Paul lança The Boys Of Dungeon Lane, novo trabalho solo descrito como um dos mais pessoais de sua trajetória recente.
O disco promete revisitar memórias da infância do artista em Liverpool, cidade onde começou a trajetória que acabaria mudando para sempre a história do rock.
E talvez seja exatamente isso que torna a fala de McCartney tão simbólica: um cara que atravessou gerações inteiras ainda tentando entender como o mundo saiu dos solos de guitarra para os vídeos verticais com bilhões de views.



