Antes de se transformar em uma das vozes mais poderosas do heavy metal, Corey Taylor também foi apenas um fã descobrindo músicas capazes de explodir sua cabeça.
O vocalista do Slipknot construiu uma carreira marcada por agressividade, emoção e muita versatilidade, passando também pelo Stone Sour e por projetos solo. Mas por trás da máscara, dos gritos e dos palcos gigantes existe uma coleção de discos que ajudou a formar o artista.
Em entrevista à revista Metal Hammer, em 2011, Taylor revelou uma lista especial com os 10 álbuns que mudaram sua vida. A seleção mistura gigantes do metal, lendas do rock, sons alternativos e até algumas escolhas inesperadas que mostram um lado diferente do músico.
Entre os nomes aparecem clássicos como Iron Maiden, Metallica, Led Zeppelin e Depeche Mode, além de artistas menos óbvios, como Ray LaMontagne.

Imagem: Stephanie Hahne/TMDQA!
Prepare o amplificador e confira os discos que ajudaram a construir uma das maiores vozes do rock pesado.
Iron Maiden – Powerslave
O primeiro grande impacto metálico da vida de Corey Taylor veio pelas mãos do Iron Maiden.
O vocalista contou que ganhou o álbum como presente de Natal e que já sabia, antes mesmo de entrar na loja, que precisava ter aquele disco na coleção.
Segundo Taylor, foi uma daquelas descobertas que mudam tudo: o momento em que um jovem percebe que a música pode ser muito maior do que apenas uma canção tocando no rádio.
Iron Maiden – Somewhere In Time
Se Powerslave abriu a porta, Somewhere In Time mostrou que o universo do metal podia ser ainda mais grandioso.
Taylor revelou que ficou fascinado pela arte do álbum e passou muito tempo explorando cada detalhe da capa, cheia de referências visuais e elementos escondidos.
Para ele, o disco era uma experiência completa: som, imagem e imaginação trabalhando juntos.
Amen – Amen
Nem só de clássicos vive a inspiração de Corey Taylor.
O álbum da banda Amen marcou uma fase em que o vocalista estava em turnê com o Slipknot e aproveitou uma pausa para dirigir ouvindo o disco.
O resultado? Um velho carro ganhando uma trilha sonora explosiva e uma sensação de liberdade que ficou marcada na memória do músico.
Quiet Riot – Quiet Riot III
Nem todo álbum favorito precisa ser uma obra perfeita.
Taylor relembrou que Quiet Riot III foi um dos primeiros discos que comprou e que acabou causando uma reação inesperada.
Ele adorava a música “The Wild And The Young”, mas quando ouviu o restante do álbum teve uma surpresa.
Nem sempre a expectativa combina com a realidade — até os grandes músicos passam por isso.
Ray LaMontagne – Trouble
Aqui aparece um lado mais sensível do vocalista do Slipknot.
Corey Taylor revelou uma enorme admiração por Ray LaMontagne e destacou a qualidade das composições do álbum.
Para ele, Trouble é um daqueles trabalhos que fazem qualquer compositor olhar para o próprio violão e pensar: “como alguém conseguiu escrever algo assim?”.
Slipknot – Slipknot / Stone Sour – Audio Secrecy
Quando o assunto são seus próprios trabalhos, Corey Taylor escolheu dois extremos.
O primeiro álbum do Slipknot representa o caos, a energia bruta e a explosão sonora que colocou a banda no mapa do metal mundial.
Já “Audio Secrecy”, do Stone Sour, mostra um lado mais emocional e vulnerável do músico.
De um lado, a tempestade. Do outro, a alma.
Metallica – Master Of Puppets
Se existe um disco que praticamente virou uma bíblia do metal, é esse.
Para Corey Taylor, “Master Of Puppets”, do Metallica, está entre os maiores álbuns já feitos no gênero.
O vocalista destacou a combinação de riffs gigantes, melodias marcantes, bateria poderosa e performances impecáveis.
Para ele, cada segundo do disco funciona como uma aula de como fazer metal no mais alto nível.
Led Zeppelin – Physical Graffiti
O peso do Led Zeppelin também deixou sua marca no vocalista.
Taylor destacou especialmente “In My Time Of Dying”, faixa que considera uma das grandes obras da banda.
A mistura de guitarra, bateria e mudanças de atmosfera chamou atenção do músico, que acredita que a música merece ainda mais reconhecimento.
Depeche Mode – 101
Uma das histórias mais curiosas da lista envolve o Depeche Mode.
Corey Taylor contou que o álbum ao vivo 101 foi uma das experiências que fizeram ele se tornar fã definitivo da banda.
Além da qualidade musical, o disco ficou ligado a uma fase pessoal importante da vida do cantor.
Às vezes, uma música não marca apenas pelo som, mas também pelo momento em que aparece.
The Cast Of Les Misérables – Les Misérables: The Dream Cast In Concert
Para fechar a lista, Corey Taylor escolheu algo completamente fora do universo do metal.
O vocalista revelou seu carinho pelo musical Les Misérables e destacou a versão comemorativa de 10 anos do espetáculo.
O álbum, dividido em dois discos, reúne grandes interpretações e mostra que a inspiração musical de Taylor vai muito além das guitarras distorcidas.
A trilha sonora por trás da máscara
A lista de Corey Taylor revela que a formação de um grande músico nunca vem de apenas um estilo.
Entre riffs gigantes, melodias emocionais e sons completamente diferentes, esses discos ajudaram a construir a identidade de um dos maiores nomes do rock pesado moderno.
Antes de ser o cara que domina multidões com o Slipknot, Corey Taylor foi — e continua sendo — um fã apaixonado que encontrou nos álbuns certos a energia para criar sua própria história.




