O Megadeth decidiu encerrar sua história olhando exatamente para onde tudo começou. O álbum final da banda, batizado simplesmente de “Megadeth”, chegou aos serviços de streaming na sexta-feira (23) e já nasceu carregado de simbolismo. O cartão de visitas do disco é uma releitura intensa e pesada de “Ride The Lightning”, clássico eterno do Metallica.
Não é provocação gratuita. É história pura.

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“Ride The Lightning”: escolha cirúrgica, não nostalgia
A faixa escolhida para abrir esse último capítulo não foi selecionada ao acaso. Dave Mustaine é coautor de “Ride The Lightning”, lançada originalmente em 1984, quando o guitarrista ainda fazia parte do Metallica. Ao revisitá-la agora, o Megadeth transforma a música em algo maior do que um cover: é um retorno consciente às raízes do thrash metal.
A releitura soa como um ajuste fino de contas artísticas — sem ressentimento, mas com personalidade.
Mustaine explica: “isso é a minha guitarra”
Em entrevista ao canal espanhol MariskalRockTV, Dave Mustaine detalhou por que a música representa tão bem sua identidade sonora. Segundo ele, a faixa carrega marcas inconfundíveis do seu estilo, como o famoso “spider chord” e o chamado “grunhido”.
Essa técnica, que consiste em alcançar a nota por meio de um slide meio tom abaixo, dá aos riffs aquele peso extra que virou assinatura do músico — agressivo, cortante e impossível de confundir.
Um adeus com DNA próprio
Lançado pelo selo Tradecraft, de Mustaine, em parceria com o BLKIIBLK, do Frontiers Label Group, o álbum “Megadeth” fecha oficialmente a discografia da banda com um gesto carregado de história, influência e atitude.
Não é um disco que olha para trás com amargura. É uma despedida consciente, segura do impacto que deixou no metal e na música pesada como um todo.
O Megadeth sai de cena do mesmo jeito que sempre entrou: riffs afiados, identidade intacta e o volume no máximo.



