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Nem Todo Mundo Caiu na Beatlemania: 10 astros da música que compraram briga com os Beatles

Falar mal dos Beatles pode parecer uma missão impossível para boa parte dos fãs de música. Afinal, o quarteto formado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr ajudou a reinventar o rock, influenciou gerações e mudou para sempre a indústria fonográfica.

Mas nem todo mundo se rendeu ao encanto da Beatlemania.

Ao longo das décadas, diversos músicos famosos fizeram questão de demonstrar publicamente que não compartilhavam da paixão mundial pelos Fab Four. Alguns criticavam a sonoridade da banda, outros questionavam o tamanho de sua importância histórica e houve até quem simplesmente não entendesse o culto quase religioso em torno do grupo de Liverpool.

Entre provocações, declarações explosivas e opiniões sinceras, confira dez artistas que, em algum momento da carreira, mostraram que estavam longe de serem integrantes do fã-clube dos Beatles.

IBAGEM FRANK ZAPPA

Imagem: Reprodução

1. Van Morrison: “A música não começou com eles”

O lendário Van Morrison sempre considerou exagerada a forma como parte da imprensa musical tratava os Beatles.

Para o cantor, havia uma enorme quantidade de artistas relevantes antes da chegada do quarteto, e reduzir a história da música ao período “antes e depois dos Beatles” nunca fez muito sentido.

Segundo Morrison, a influência da banda costuma ser superdimensionada, principalmente por veículos especializados que ajudaram a construir essa narrativa ao longo dos anos.

2. Quincy Jones: o produtor que disparou sem dó

Quando o produtor Quincy Jones resolveu comentar sobre os Beatles em uma entrevista de 2018, o mundo da música quase precisou de capacete.

Jones classificou o grupo como tecnicamente limitado e ainda criticou diretamente as habilidades instrumentais de alguns integrantes.

A repercussão foi tão grande que Paul McCartney revelou posteriormente que recebeu uma ligação do produtor, que acabou se desculpando pela polêmica.

Mesmo assim, a entrevista entrou para a galeria dos comentários mais ácidos já feitos sobre os Beatles.

3. Frank Zappa: talento ou produto de marketing?

Enquanto milhões de fãs enxergavam os Beatles como revolucionários, Frank Zappa tinha outra leitura.

O músico acreditava que a banda era excelente em termos comerciais, mas considerava exagerada a idolatria em torno do grupo. Para ele, o discurso de “paz e amor” muitas vezes parecia mais estratégia de imagem do que uma verdadeira revolução cultural.

4. Trent Reznor: do ódio ao respeito

A relação entre Trent Reznor e os Beatles foi uma verdadeira montanha-russa.

Na juventude, o líder do Nine Inch Nails não escondia sua irritação com a obsessão de muita gente pelo quarteto britânico.

Com o passar dos anos, porém, a história mudou. Reznor mergulhou nos discos da banda, especialmente na fase do White Album, e acabou reconhecendo a genialidade dos músicos.

Hoje, ele admite que os Beatles estavam muito à frente de seu tempo.

5. Todd Rundgren: quando conhecer seus ídolos não sai como esperado

O músico e produtor Todd Rundgren cresceu admirando os Beatles, mas a experiência de encontrá-los pessoalmente não correspondeu às expectativas.

Segundo ele, a imagem divertida e carismática vista nos filmes contrastava bastante com a personalidade que encontrou nos bastidores.

Entre elogios e decepções, Rundgren afirmou que alguns integrantes pareciam bem menos simpáticos do que o público imaginava.

6. Julian Casablancas: criatividade sem influência beatle

Ao contrário de muitos artistas de sua geração, Julian Casablancas, vocalista do The Strokes, nunca teve os Beatles como referência principal.

O músico chegou a dizer que enxergava isso como uma vantagem criativa, já que boa parte da música popular moderna teria influência direta ou indireta da banda.

Para ele, explorar outros universos musicais ajudava a abrir caminhos diferentes para a composição.

7. Lou Reed: críticas em volume máximo

Se existisse um campeonato de comentários agressivos sobre os Beatles, Lou Reed certamente disputaria o título.

O líder do The Velvet Underground nunca escondeu sua antipatia pelo grupo e, em diversas entrevistas, classificou a banda de forma extremamente negativa.

Reed também defendia que sua própria banda estava artisticamente muito acima dos Beatles, uma opinião que gerou debates por décadas entre fãs e críticos.

8. John Lydon: respeito histórico, mas sem idolatria

Conhecido por sua postura provocadora no Sex Pistols, John Lydon sempre teve uma visão curiosa sobre os Beatles.

Embora nunca tenha sido um grande admirador da banda, ele reconhece que o grupo desempenhou um papel fundamental na transformação cultural da juventude britânica.

Em resumo: não era fã, mas também não ignorava a importância histórica dos Fab Four.

9. Elvis Presley: o Rei não gostou da concorrência

A ascensão meteórica dos Beatles incomodou profundamente Elvis Presley.

Relatórios históricos apontam que o Rei do Rock enxergava o quarteto como uma influência negativa sobre os jovens da época e não escondia seu desconforto com a popularidade crescente dos britânicos.

Segundo biógrafos, o assunto Beatles era capaz de transformar qualquer conversa em um campo minado quando Elvis estava por perto.

10. Michael Stipe: respeito sem paixão

O vocalista do R.E.M., Michael Stipe, nunca declarou guerra aos Beatles, mas também jamais demonstrou grande entusiasmo por sua obra.

Ele reconhece a importância cultural e artística da banda, porém admite que sua música simplesmente não desperta nele o mesmo fascínio que provoca em milhões de pessoas ao redor do planeta.

Uma opinião que, convenhamos, costuma causar mais espanto do que um solo de guitarra tocado de cabeça para baixo.

Nem unanimidade escapa das críticas

A história dos Beatles prova que até os maiores gigantes da música estão longe de agradar todo mundo. Enquanto milhões consideram o quarteto o grupo mais importante de todos os tempos, outros artistas enxergaram sua trajetória por um ângulo completamente diferente.

E talvez seja justamente isso que torna o rock tão interessante: até as maiores lendas continuam gerando debates décadas depois de terem saído do palco.